SOCESP
10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

ANÁLISE DO PERFIL LIPÍDICO E GLICÊMICO DE PACIENTES EM AMBULATÓRIO DE DISLIPIDEMIA DE HOSPITAL TERCIÁRIO

SANTOS, C.D., SOUSA JÚNIOR, A.S., FERNANDES, R.V., LEITE, I.H.S., SÁ, L.A.P., FALUDI, A.A., BERTOLAMI, A., SANTOS, N.S.S., ARAÚJO, D.B.
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL

INTRODUÇÃO: Diabetes mellitus (DM) e dislipidemia (DLP) são as principais causas de morbimortalidade no mundo, além de ocasionarem mortes prematuras, incapacidades e altos custos e encargos financeiros para indivíduos, sociedades e sistemas de saúde. O DM apresentou aumento da prevalência nos últimos anos, o que demonstra a necessidade dos serviços estarem bem preparados para atender a essa demanda. O objetivo deste trabalho é verificar a obtenção de metas glicêmicas e lipídicas em indivíduos do ambulatório de DLP e DM de hospital terciário. MÉTODOS: Estudo descritivo, quantitativo e retrospectivo utilizando banco de dados de pacientes atendidos em ambulatório de DLP e DM de hospital terciário de março a outubro de 2020 de forma sequencial. Foram analisados sexo, idade, presença de comorbidades (DM, doença arterial coronariana, acidente vascular encefálico), antidiabéticos e hipolipemiantes em uso, exames laboratoriais (colesterol total, LDL, triglicerídeos, hemoglobina glicada (HbA1c) e glicemia de jejum), e alcance de metas de HbA1c (para pacientes com ≥60 anos, meta ≤8,0% e, para os demais, ≤7,0%). Além disso, foram categorizados em relação ao risco cardiovascular em intermediário (meta LDL RESULTADOS: Dos 2052 pacientes, 1521 tinham DM e após aplicados os critérios de exclusão foram analisados 1418 pacientes com idade entre 32 e 91 anos e média de 66 anos. Destes, 53% foram do sexo feminino. Em relação ao risco cardiovascular 58,5% eram de muito alto risco, 41,3% alto risco e apenas 0,2% risco intermediário. Apenas 21,9% da amostra apresentava LDL dentro da meta, 22,1% tinham meta de não-HDL atingida e 56,7% triglicérides controlados. Do total, 70,2% usavam estatina de alta potência (principalmente atorvastatina 40 e 80 mg) 5,4% ezetimiba e  3,2% ciprofibrato. Avaliando o perfil glicêmico, 40,8% tinham HbA1c ≤7%. Destes, 57,3% usavam apenas um hipoglicemiante; 23,5% usavam dois; 10,4% usavam três; e 1,7% usavam quatro. Insulina NPH foi utilizada por 51,3%. Em relação aos >60 anos, 62,7% apresentavam HbA1c ≤8. CONCLUSÃO:Apesar da maioria dos pacientes estarem usando estatinas de alta potência em altas doses, as metas lipídicas não foram atingidas. O DM também é um desafio para seu controle e a falta de opção de medicamentos orais que aumentariam a aderência chama a atenção para a necessidade de novos medicamentos serem incorporados ao SUS.

Realização e Secretaria Executiva

SOCESP

Organização Científica

SD Eventos

Agência Web

Inteligência Web
SOCESP

41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021