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Óbitos por insuficiência cardíaca e arritmias registrados em São Paulo de 2010 a 2019. Há um aumento na incidência após o início da pandemia de COVID-19?

Silvio César Alves do Nascimento Júnior , Natália Gil Prado , Uelra Rita Lourenço
Universidade Nove de Julho - São Bernardo do Campo - SAO BERNARDO DO CAMPO - SP - Brasil

Óbitos por insuficiência cardíaca e arritmias registrados em São Paulo de 2010 a 2019. Há um aumento na incidência após o início da pandemia de COVID-19?

 

Introdução: Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde declarou pandemia da COVID-19 (Coronavirus Disease - 2019). Dados do dia 21 de abril de 2021 registram 14.122.795 casos confirmados e 381.475 mortes em todo país. Sabe-se que há correlação entre casos de pacientes infectados pela COVID-19 a cardiopatias. Entretanto, existem poucos estudos que mostram aumento, em números, dos casos de insuficiência cardíaca (IC) e arritmias em adultos no estado de São Paulo (SP) após o início da pandemia no Brasil.

Objetivos: Analisar a incidência entre óbitos por IC, transtorno de condução e arritmias registrados no Sistema Único de Saúde (SUS) no período de jan/2010 à dez/2019, e 2020 quando decretada pandemia da COVID-19.

Métodos: Estudo ecológico. Os dados foram coletados através da plataforma DATASUS. Foram avaliados óbitos por IC, transtorno de condução e arritmias no SUS através do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS) para o estado de São Paulo em adultos maiores de 20 anos. Os óbitos foram ajustados por ano de atendimento e foram estratificados por sexo, faixa-etária e região administrativa. Para a análise, foram utilizadas hipóteses, associadas a um teste t-Student, ao derivar da normalidade dos dados.

Resultados: De 2010 a 2019, foram notificados 283.834 óbitos por IC, transtorno de condução e arritmias no Brasil em adultos maiores de 20 anos, sendo 76.190 casos registrados no estado de SP, taxa de mortalidade (16:100.000). Não houve correlação entre óbitos em 2010 a 2019, e 2020, quando declarada a pandemia, registradas no SUS. Porém, foi observada uma probabilidade associada a um teste t-Student, com uma distribuição bicaudal (p: 0.00793), sem incidência significativa. Ao estratificar por sexo, a média foi de 7567,63 (M: 49,90%; F:50,1%), 80% entre a população com mais de 50 anos.

Conclusão: Foi observado que não houve maior incidência em óbitos por IC, transtorno de condução e arritmias no período pré-pandemia e o total de óbitos em 2020. Entretanto, foi encontrado um discreto aumento quando comparada à média da mortalidade nos anos de 2010 a 2020 entre homens e mulheres, e também em populações idosas. Diante disso, sabe-se que morrem mais mulheres destas doenças em SP. Diante disso, estudos transversais podem ser realizados para comprovar se existe relação entre número de óbitos por essas patologias no pré e pós-pandemia. 

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