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10 a 12 de junho de 2021

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Estudo epidemiológico da Mortalidade por Infarto Agudo do Miocárdio no Município de São Paulo nos anos de 2019, 2020 e primeiro trimestre de 2021.

Giovanna Nadiak Calil, Júlio Abdala Calil Filho, Aline Cristiane Cacure Salgueiro , Arthur Vilar de Oliveira Malheiros , Carlos Gun, Larissa Ventura Ribeiro Bruscky
Universidade Santo Amaro (UNISA) - São Paulo - SP - Brasil

INTRODUÇÃO:O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) consiste em uma patologia essencialmente cardíaca  em que há obstrução aguda de artéria coronária e consequente necrose de miócitos. Esta condição caracteriza-se como uma emergência médica, em que há risco iminente de vida do paciente, sobretudo quando o atendimento e a desobstrução coronariana são tardios. No atual contexto de pandemia pelo Sars-Cov-2, o IAM ganhou ainda mais destaque. Pacientes positivos para o vírus apresentam uma alteração na cascata da coagulação que favorece a formação de trombos, aumentando desta maneira, o risco de eventos trombóticos como o IAM. MÉTODOS:O estudo elaborado trata-se de uma análise epidemiológica, descritiva, transversal e retrospectiva. Os conceitos expostos foram coletados no Banco Informativo de Saúde DATASUS (TABNET) do ano de 2019 e 2020, referente ao Município de São Paulo. As variáveis utilizadas para definir a taxa de mortalidade por  Infarto Agudo do Miocárdio foi o sexo e escolaridade.RESULTADOS:No ano de 2019 foram registradas 7035 mortes pela doença, sendo 3982 (56,6%) representantes do sexo masculino e 3053 (43,4%) do sexo feminino. Dessas 7035 mortes, 519 (7,4%) eram pacientes não escolarizados, 2099 (29,8%) haviam estudado de 1 a 3 anos, 1725 (24,5%) estudaram por 4 a 7 anos, 1540 (21,9%) por 5 a 11 anos e 676 (9,6%)  receberam estudo por 5 a 12 anos ou mais. Já no ano de 2020 foi computado um total de 5806 mortes, sendo 3277 (56,44%) homens e 2528 (43,54%) mulheres. Em relação a escolaridade destes pacientes, 363 (6,2%)  não tinham nenhum nível de escolaridade, 1702 (29,3%) haviam estudado por 1 a 3 anos, 1249 (21,5%) por 4 a 7 anos, 1262 (21,7%) por 8 a 11 anos e 672 (11,6%) pacientes por 5 a 12 anos ou mais. No ano atual, de 2021, até o final do mês de Março foram notificadas 1.062 mortes. Destes, 600 (56,5%) individuos eram do sexo masculino, 460 (43,3%) do sexo feminino. Em relação à escolaridade, 66 (6,2%) destes indivíduos não apresentavam nenhum grau, 308 (29%)  tinham de 1 a 3 anos de estudo, 225 (21,2%) de 4 a 7 anos, 229 (21,6%) de 8 a 11 anos, 133 (12,5%) de 5 a 12 anos ou mais. CONCLUSÃO: Acredita-se que a diminuição do número total de óbitos por IAM dentro do período - contexto de pandemia - estudado seja indicação de subnotificação, visto o significativo potencial do Sars-Cov-2 na síntese trombótica e alto número de infectados. Diante da superlotação de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) sobretudo no Sistema Único de Saúde e caos nas instituições hospitalares, pacientes com o desfecho em questão são atestados como óbito por coronavírus. 

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