SOCESP
10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Mecânica pulmonar no pós-operatório imediato de cirurgia cardíaca.

Camila Vitelli Molinari , Alécio Cardoso, Taciana Gaido Garcia Verneck, Ágatha de Oliveira Santos, Vivian Bertoni Xavier, Vera Lúcia dos Santos Alves
SANTA CASA DE SÃO PAULO - São Paulo - SP - BRASIL, Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: A cirurgia cardíaca busca promover a melhora do prognóstico e qualidade de vida. A cirurgia e a circulação extracorpórea (CEC), podem gerar complicações, o que exige controle da mecânica pulmonar no pós-operatório para minimizar a morbimortalidade. Assim, objetivamos avaliar a mecânica pulmonar, dados operatórios e a ventilação mecânica para apoiar novas medidas de avaliação para estes pacientes. Método: Estudo prospectivo observacional sob CAAE 39425520.9.0000.5479,  realizado em um hospital universitário da cidade de São Paulo em pacientes em pós-operatório imediato de cirurgia cardíaca. Todos os pacientes tiveram o mesmo padrão de cuidados e avaliação da mecânica pulmonar, que foi realizada por dois pesquisadores experientes. A modalidade ventilatória, driving pressure, complacência estática, resistência de vias aéreas, quantidade e localidade de drenos, assim, como, hemoderivados recebidos e tempo de CEC, internação e desfecho pós-internação foram anotados para associações e interpretação dos dados. Resultados: Foram incluídos 42 pacientes (33 homens) com média de idade 55,48 anos, volume corrente médio de 396,66 (±47,89) ml e Pplatô < 30 cmH2O (16,53±3,5) e driving pressure < 15 cmH2O (10,54±4,72), três pacientes tiveram valor de 17 cmH2O, 80% permaneceram no pós-imediato no modo de pressão controlada. Houve 03 óbitos (7,42%), todos com tempo de CEC > 200 min,  com mais de dois procedimentos cirúrgicos concomitantes e dois com driving pressure elevada.  Todos possuíam no mínimo 2 drenos torácicos, e 50% receberam duas bolsas de hemoderivados. Quanto ao tempo em UTI a média de internação foi de 5,25 (±3,42) e 8,43 (±6,10) dias em enfermaria. Dois pacientes permaneceram na ventilação mecânica controlada com duração superior a 15 dias e necessidade de traqueostomia. Conclusão: Foi possível verificar que independente da modalidade ventilatória e tipo da cirurgia a maioria dos pacientes receberam ventilação mecânica com conceito protetor e respeitou critérios de segurança. Os casos de óbito estavam relacionados ao tempo de CEC e a complexidade  cirúrgica, com maior índice de mortalidade na revascularização e troca valvar.

Descritores: Cirurgia torácica, lesão pulmonar induzida por ventilação mecânica, respiração artificial, Doença das Coronárias.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021