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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Avaliação Geriátrica Ampla (AGA) como instrumento de apoio na decisão terapêutica de pacientes com estenose aórtica

Lívia da Mata Lara, Victor Abrão Zeppini, Ana Gabriela de Souza Caldas, Carolina Maria Nogueira Pinto, Roseli Aparecida Pegorel Lopes, Newton Luiz Russi Callegari , Claudia Felicia Gravina, Neire Niara Ferreira de Araujo, Auristela Isabel de Oliveira Ramos, Felicio Savioli Neto
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL

Introdução: A Avaliação Geriátria Ampla (AGA) é composta por diversos domínios para avaliar condição clínica, cognitiva, nutricional e funcional de pacientes idosos. Além disso, pode dar suporte para a decisão de intervenções invasivas. Este estudo tem como objetivo avaliar a importância da AGA como instrumento de apoio na decisão de intervenções valvares invasivas eletivas. Métodos: Estudo retrospectivo, descritivo e observacional, a partir de dados de prontuário, de outubro de 2018 a abril de 2021. Incluídos pacientes com 70 anos ou mais, estenose valvar aórtica grave e indicação de intervenção, acompanhados em ambulatório e candidatos a estudo clínico randomizado comparando intervenção cirúrgica e percutânea valvar. Estratificação do risco cirúrgico realizada pelo EUROSCORE II e considerado de alto risco se > 10%. Todos os pacientes possuíam AGA, composta de exame clínico e avaliação de comorbidades, fragilidade (Escala de Frail), funcionalidade (Escores de Katz e Lawton), risco de depressão, risco social, função cognitiva e estado nutricional. As variáveis quantitativas foram apresentadas em forma de média e desvio padrão. Resultados: Foram avaliados 50 pacientes com estenose valvar aórtica grave e indicação de intervenção valvar. Observou-se idade média de 78,5 anos (+ 5,8), predomínio do sexo masculino (60%), área valvar média de 0,7cm² (+ 0,19) e 30% em classe funcional III. As comorbidades mais prevalentes foram hipertensão arterial sistêmica (80%), dislipidemia (58%) e diabetes mellitus (42%), 22% dos pacientes também possuíam doença arterial coronária. Funcionalidade regular observada em 28%, risco nutricional em 33%, humor deprimido em 28%, risco de quedas em 36% e risco social em 18% (apgar familiar < 6). Em avaliação de fragilidade, 32% dos pacientes foram classificados como robusto, 34% como pré-frágil e 34% como frágil. EUROSCORE II de alto risco presente em 10% dos casos, destes 80% eram frágeis e 60% foram mantidos em tratamento clínico. Foram considerados aptos para randomização em estudo clínico 64% dos pacientes. Optou-se por tratamento clínico em 6% dos robustos, 6% dos pré-frágeis e 23% dos frágeis. Conclusão: Ao avaliar pacientes idosos com doença valvar avançada e candidatos a intervenção submetidos a AGA, observou que, apesar da alta taxa de randomização, maior porcentagem de pacientes foi mantido em tratamento clínico entre os frágeis. Deste modo, a AGA mostrou ser ferramenta de apoio na avaliação clínica destes pacientes, fornecendo importantes elementos para decisão da melhor estratégia terapêutica.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021