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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Miocardite x Miocardiopatia Hipertrófica: Relato de Caso

Samuel Assunção Ribeiro Filho, Kelvin Henrique Vilalva, Edileide de Barros Correia, Guilherme Luiz Castiel Erse, Raphael Machado Rossi, Marcos Almeida Meniconi, Larissa Ventura Bruscky, Ana Cristina de Souza Murta, Ibraim Masciarelli Pinto
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL

Introdução: O diagnóstico diferencial entre Cardiomiopatia Hipertrófica (CMH) e outras condições que evoluem com hipertrofia ventricular frequentemente é desafiador. A miocardite geralmente não é listada como uma dessas condições porque o aumento da espessura ventricular que nela ocorre costuma ser transitório e mais presente nas formas graves de apresentação clínica. Descrevemos interessante caso de miocardite, cujo edema simulava hipertrofia miocárdica, levando a diagnósticoinicial de CMH.

Relato de caso: Masculino, 35 anos, tabagista, procurou pronto-socorro com queixa de dor torácica típica de Síndrome Coronariana Aguda (SCA), sem história de pródromos virais associados. Exame físico: sem alterações. Eletrocardiograma (ECG) com inversão de onda T em toda parede anterior. Troponina elevada. Aventadas hipóteses diagnósticas de miocardite e Síndrome Coronariana Aguda sem Supradesnivelamentodo Segmento ST (SCASSST)Submetido à estratificação invasiva com cineangiocoronariografia, com achado de coronárias normais. A Ressonância Nuclear Magnética (RNM) cardíaca mostrou: hipertrofia medioapical com maior espessura de 14mm e edema miocárdio nas sequências ponderadas de T2 em segmentos antero-lateral, anterior, anterosseptal e inferoseptal médios e segmentos anterior e septal apicais. Nestas mesmas paredes, observado realce tardio mesocárdico.. Feito diagnóstico de CMH na ocasião e orientado o uso de betabloqueador, restrição de atividade física intensa e pesquisa de familiares. Dois anos após, em atendimento ambulatorial, seu ECG era normal, diferente do prévio, levando à indicação de nova RNM, que evidenciou: ausência de sinais sugestivos de hipertrofia miocárdica; presença de fibrose mesocárdica acometendo os segmentos inferior e inferolateral basais; ausência de edema. Paciente mantido em seguimento ambulatorial, assintomático nas últimas avaliações.

Conclusão: O presente caso ressalta a necessidade de se incluir Miocardite como possibilidade diagnóstica quando se está diante de uma cardiomiopatia com hipertrofia ventricular. Além disso, é ressaltada a importância da reavaliação diagnóstica na evolução destes pacientes.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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