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10 a 12 de junho de 2021

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Prognóstico da hipertensão pulmonar pela ressonância magnética cardíaca

ANDRESSA NARRARA PINHEIRO COSTA PUCCI, JESSICA PICININ CARDOSO, GUILHERME CARNEIRO ADAMI RIBEIRO, MILENA MIRANDA VASCONCELOS, RAUL SERRA VALÉRIO, VERÔNICA DE JESUS OLIVEIRA BARRETO, FLORENCE MARIA EVANGELISTA BUENO, MARLY MARIA UELLENDAHL LOPES, MARIA EDUARDA MENEZES DE SIQUEIRA
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: A hipertensão pulmonar (HP) é uma síndrome que denota a elevação da pressão na artéria pulmonar, manifestando-se clinicamente com sinais e sintomas de insuficiência cardíaca direita. Mesmo com estratégias de tratamento modernas, a HP é progressiva e tem efeito negativo na qualidade e expectativa de vida.

Relato de caso: Paciente do sexo feminino, 42 anos, com diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico desde 2013, em tratamento específico. Evoluindo desde 2017 com quadro de dispneia aos esforços progressiva, angina pectoris, edema de membros inferiores e estase jugular. Solicitado ecocardiograma, evidenciando função ventricular esquerda preservada, porém com ventrículo direito (VD) dilatado, pressão sistólica da artéria pulmonar de 91 mmHg - estimada pelo refluxo tricúspide com velocidade de 4,6m/s - sendo iniciado tratamento sintomático. Cintilografia pulmonar ventilação-perfusão sem sinais de tromboembolismo pulmonar. Realizou cateterismo cardíaco direito confirmando HP pré-capilar, sendo então iniciado tratamento específico em 2018. Durante o seguimento foi solicitado a ressonância magnética cardíaca (RMC) em 2020, por ser padrão ouro para análise de volumes e função ventriculares. Esta evidenciou disfunção sistólica de VD - fração de ejeção (FE) de 40% - com aumento do volume sistólico final indexado do VD (31,4ml/m²), aumento discreto do átrio direito (área de 20cm²) e realce tardio de padrão mesocárdico na inserção inferior do VD no septo interventricular. Portanto, a paciente foi considerada fora do alvo terapêutico, sendo reajustada sua medicação.

Discussão: Através das medidas acuradas de função e volumes ventriculares, a RMC apresenta-se como poderoso marcador prognóstico, principalmente para avaliação das câmaras direitas, por vezes limitada através da ecocardiografia. Uma redução de 1% na FE do VD está associada a um aumento de 4,9% no risco de piora clínica e de 2,1% no risco de morte. Além disso, um aumento de 1ml/m² nos volumes do VD está associado a um aumento de 0,6% a 0,9% no risco de mortalidade e a um aumento de 1% a 1,3% no risco de piora clínica. A presença de realce tardio no septo interventricular é decorrente da sobrecarga do VD, como consequência da interação interventricular.

Conclusão: A HP é uma condição clínica com grande morbidade e mortalidade, e a RMC tem valor prognóstico na avaliação destes pacientes, prevendo fatores de progressão da doença, colaborando para otimizar o tratamento.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021