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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Como a Qualidade de Vida Relacionada a Saúde de idosos hipertensos com comorbidades tem sido afetada pelo tratamento instituido pelo SUS?

Cesarino,E.J., Borges, G.C., Moroti,M.E.B., Luz,P.F.G., Hayashida,M., Cesarino,F.T., Fonseca,M.S., Sousa,G.A., Andrade,R.C.G.
FCFRP-USP - Ribeirão Preto - SP - Brasil, AREPAH - Ribeirão Preto - SP - Brasil, EERP-USP - Ribeirão Preto - SP - Brasil

Introdução: Os idosos hipertensos frequentemente utilizam a polifarmácia e apresentam mudanças no estilo de vida, e associadas a hipertensão arterial podem impactar na Qualidade de Vida Relacionada à Saúde (QVRS), que inclui aspectos como a saúde mental, saúde física, satisfação social e espiritualidade. Objetivo: Avaliar a percepção da QVRS em idosos hipertensos de uma unidade pública de saúde de Ribeirão Preto-SP. Método: estudo observacional, descritivo, transversal e prospectivo realizado no período de agosto/2014 a junho de 2015. A casuística foi constituída por 196 idosos de 60 a 79 anos, hipertensos, de acordo com os critérios do Joint National Committee VIII, sorteados dentre 782 pacientes atendidos em 2013. Para avaliar a QVRS foi utilizada a versão traduzida e validada do Medical Outcomes Studies 36-item Short Form (MOS SF36). Esse instrumento é composto por 8 domínios para acompanhar indivíduos com alguma doença. Esses domínios correlacionam-se a 2 componentes, físico (CF) e mental (CM) da percepção do estado de saúde. O MOS SF36 foi aplicado em 2 etapas distintas com intervalo de 1 ano, no sentido de determinar se ocorreu mudança na QVRS neste período. O estudo foi aprovado pelo CEP-FCFRP/USP nº341/2014. Resultados: A maioria dos participantes era do sexo feminino (127;64,8%), faixa etária predominante: 70-79 anos (99; 50,5%), média de idade de 69,4 anos (DP 4,85). A média da percepção da QVRS pelo CF da 1ª para a 2ª etapa foi de 47,8 (DP 9,9) para 46,5 (DP 10,2). De acordo com o valor de corte da amostra de referência para faixa etária ocorreu aumento da boa percepção de saúde de 65,3% para 73,8%. Segundo a amostra de referência de acordo com o sexo houve aumento de 50,5% para 78% daqueles com boa percepção da saúde no CF. A média da percepção do QVRS pelo CM da 1ª para a 2ª etapa variou de 49,9 (DP 12,4) para 51,5 (DP 10,0). De acordo com o valor de corte da amostra de referência pela faixa etária aumentou a boa percepção de saúde de 43,9% para 65,8%. Ao considerarmos a amostra de referência segundo o sexo observou-se aumento de 56,1% para 78,1% daqueles com boa percepção da saúde no CM. Conclusão: Os pacientes em seguimento tiveram melhora na percepção da saúde nos CF e CM de acordo com os valores de corte segundo o sexo e a faixa etária podendo ser atribuída ao acompanhamento por um mesmo profissional, pois com o envelhecimento, mesmo com seguimento de 1 ano esperava-se maior comprometimento da percepção da saúde devido evolução de comorbidades existentes.

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10 à 12 de junho de 2021