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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

TRATAMENTO CLINICO OTIMIZADO NA SÍNDROME CORONARIANA AGUDA SEM SUPRADESNIVELAMENTO DO SEGMENTO ST NA EVIDENCIA DE PLACA INSTÁVEL EMBASADO PELA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA CARDIACA

SAMUEL CESCONETTO, GABRIELLE BORTOLI SETTER, CHRISTIAN DA SILVA DAL PONT, GUILHERME SANTANA DE AZEVEDO, JAIRO RAYS
Hospital São João Batista - Criciúma - SC - Brasil, Hospital Santa Isabel - Blumenau - SC - Brasil, HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN - - SP - BRASIL

INTRODUÇÃO: A doença arterial coronariana (DAC) figura entre as principais causas de óbito global. Esta pode apresentar-se de forma aguda ou crônica, implicando em tratamentos distintos. No cenário crônico, o estudo ISCHEMIA não mostrou superioridade do tratamento intervencionista frente a pacientes com isquemia severa demonstrada em testes não invasivos como cintilografia miocárdica ou ressonância magnética cardíaca (RMC), levando a tendência para o tratamento conservador. No cenário agudo o consenso é que o tratamento intervencionista é superior ao tratamento clinico isolado independente da estratégia, cirúrgica ou percutânea. Neste, relata-se um caso de paciente com Síndrome Coronariana Aguda (SCA) submetido ao tratamento clinico otimizado isolado quando o tratamento intervencionista foi postergado devido estabilidade clínica e RMC intrahospitalar demonstrar ausência de isquemia ou fibrose. RELATO DO CASO: Mulher, 82 anos, hipertensa, diabética, dislipidêmica com teste de esf orço e ecocardiograma transtorácico (ECOTT) recentes normais internou por quadro de SCA. Eletrocardiograma (ECG) em ritmo sinusal e isquemia subepicárdica anterolateral associado a alteração de marcadores de necrose miocardica. Cineangiocoronariografia demonstrou lesão em artéria diagonal (lesão ostial de 70% seguida de 90% proximal), descendente anterior com lesão de 50% na bifurcação com 1ª diagonal e demais artérias com lesões discretas. Enquanto aguardava-se a definição da melhor estratégia para intervenção, após otimização do tratamento clínico, houve melhora clínica importante. Optado pela realização de RMC que evidenciou função sistólica ventricular esquerda preservada, perfusão de repouso e estresse sem alterações e ausência de realce tardio. ECOTT normal. Tais achados encorajaram o seguimento ambulatorial. Após 1 ano e meio, paciente permanece assintomática. Nova angiotomografia coronariana confirma estabilidade das lesões ateroscleróticas. CONCLUSÃO: O surgimento de terap ias medicamentosas de alta potência nos últimos anos incluindo antiplaquetários e estatinas foram capazes de mudar condutas anteriormente consolidadas no cenário crônico. O resultado aqui apresentado de tratamento clínico otimizado na SCA limita-se a doença uniarterial em paciente com função ventricular preservada. A RMC auxiliou a estratégia ao demonstrar ausência de isquêmia. Estes paradigmas (intervenção versus tratamento clínico isolado na SCA) podem ser esclarecidos por estudos maiores neste cenário.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021