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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

DETECÇÃO DE PONTE MIOCÁRDICA EM PACIENTE SEM COMORBIDADE ADMITIDO NO SETOR DE EMERGÊNCIA POR SÍNDROME CORONARIANA AGUDA

PEREIRA, AMB, REIS, MFA, TEODORO, JVT, NETO, JMF, RITOSSA, LAS, OLIVEIRA, KCG, ÁVILA, ANM, GARCEZ, MM, TRONCOSO, GL, SOUSA, RC
Universidade Federal do Triângulo Mineiro - Uberaba - MG - Brasil

Introdução: A síndrome coronariana aguda (SCA) é um dos eventos cardiológicos mais comuns relatados em pronto-socorro (PS) e sua associação com ponte miocárdica (PM) é um achado raro. Relato de Caso: Paciente do sexo masculino, 39 anos, sem comorbidades, foi admitido com um quadro de dor torácica aos esforços associada à dispneia com início há uma semana e piora há dois dias da admissão. Foi atendido conforme protocolo de dor torácica. O eletrocardiograma da admissão evidenciou ritmo sinusal, alteração da repolarização ventricular do tipo isquemia subepicárdica em parede anterior e os marcadores de necrose miocárdica foram negativos. Medicado com dupla antiagregação, nitrato sublingual, morfina, apresentando melhora no quadro álgico. Após estabilização clínica, o paciente foi encaminhado ao serviço de hemodinâmica para realização de cinecoronariografia com a hipótese diagnóstica de angina instável de alto risco ("em crescendo"). O procedimento evidenciou artéria descendente anterior (ADA) com presença de trajeto intramiocárdico em segmento médio. Não foram visualizadas lesões coronarianas obstrutivas. Paciente evoluiu bem após procedimento, estável hemodinamicamente, recebendo alta com prescrição de atenolol 50mg por dia e encaminhamento para acompanhamento ambulatorial. Discussão: Define-se como PM uma anormalidade coronariana congênita, em que feixes do miocárdio envolvem um segmento da artéria coronária epicárdica, gerando uma compressão durante a sístole ventricular e que se reverte na diástole. Há na literatura grande discrepância a respeito da incidência de PM, com valores díspares de acordo com o método diagnóstico empregado, angiográfico vs patológico. A principal artéria acometida é a ADA. Clinicamente, PMs podem estar presentes em indivíduos com ou sem doença coronariana, incluindo vasoespasmo, lesões ateroscleróticas no mesmo vaso, sem relação com a ponte. Alguns estudos demonstraram espessamento intimal concêntrico sob as PMs e aumento de placas ateroscleróticas proximais às mesmas. Isso foi observado tanto com o estudo anatomopatológico como com o uso de ultrassom intracoronário. O tratamento dos sintomas consiste, como primeira linha, na administração de betabloqueadores, uma vez que eles aumentam o tempo diastólico ventricular e reduzem a frequência cardíaca, diminuindo o consumo de oxigênio. Conclusão: Em pacientes sem comorbidades, admitidos em PS com hipótese diagnóstica de SCA, a presença de PM pode ser um achado que indica a necessidade de um acompanhamento ambulatorial devido a um maior risco aterosclerótico.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021