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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

ANÁLISE ESTATÍSTICA DO PERFIL DE OCORRÊNCIA DE TETRALOGIA DE FALLOT NA POPULAÇÃO BRASILEIRA

Felipe Salim Habib Buhamara Alves Nasser Gurjão, Paulo Carvalho Ximenes de Aragão Filho, Lara Viana de Paula Cabral, Gabriel Magalhães Torquato, Mateus de Sousa Cavalcante, Pedro José Leite de Almeida Mendonça, João Matheus Girão Uchôa, Manoel Vieira do Nascimento Junior, José Igor de Carvalho Freitas, Leandro Cordeiro Portela
Universidade Federal do Ceará - Sobral - Ceará - Brasil

Introdução: A Tetralogia de Fallot corresponde a uma doença congênita multifatorial caracterizada por estenose da artéria pulmonar, dextraposição da aorta, defeito no septo ventricular e hipertrofia do ventrículo direito. Tal condição é a doença cianótica cardíaca mais comum em crianças que ultrapassaram a idade neonatal sem tratamento, sendo responsável por cerca de 7 a 10% dos defeitos cardíacos congênitos. Esse estudo tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre a Tetralogia de Fallot, buscando analisar sua ocorrência de acordo com região brasileira, raça/cor, idade materna e tipo de parto.

Metodologia. Estudo transversal, descritivo e observacional, com dados obtidos do DATASUS – Sistema de Nascidos-Vivos – entre o período de 2007 a 2019, que foram tabulados e submetidos a análise estatística utilizando o programa Bioestat 5.0.

Resultados: Foram identificados nesse período 867 diagnósticos mencionados de Tetralogia de Fallot. Em relação ao tipo de parto, o número de menções foi maior para cesáreos (77,05%) em comparação ao vaginal (22,84%). Quanto à raça/cor, o número de registros foi maior em brancos (66,44%), seguidos de pardos (24,57%) e pretos (5,19%). No tocante à faixa etária da mãe, a maior prevalência foi da classe não informada (74,63%), seguida de 20 a 34 anos (16,15%), 35 a 39 (5,42%) e 40 a 45 anos (1,96%). Com relação a região do Brasil onde foi notificado os casos, tem-se a maior prevalência no Sudeste (70,47%), seguida do Sul (20,76%) e Nordeste (4,96%).

Conclusão: Sendo assim, foi observado uma maior prevalência de nascidos vivos com Tetralogia de Fallot relacionados a cor branca, a faixa etária não informada e ao parto do tipo cesariano, apesar de este constituir apenas 53% do total de partos nacionais no período analisado. Aponta-se, também, o maior número de menções na região Sudeste, dada o seu maior número populacional, além da alta prevalência na região Sul em relação a sua população. Concluímos, então, a necessidade de se usar um canal de capacitação à equipe profissional responsável por tais pacientes, visando um melhor reconhecimento do padrão epidemiológico, de forma a evitar o subdiagnóstico e aprimorar a identificação e intervenção precoce.

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10 à 12 de junho de 2021