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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Tratamento cirúrgico de aneurisma de Tronco da Coronária Esquerda: um ano de seguimento. Relato de caso e revisão da literatura.

Henry Eiji Toma, Albert Salviano dos Santos, Felipe Machado Silva, Diana Shimoda Nakasako, Daniel Bartholo de Hyppolito, Ana Maria Rocha Pinto e Silva, Luiz Antônio Rivetti, Valquiria Pelisser Campagnucci
SANTA CASA DE SÃO PAULO - São Paulo - SP - BRASIL

Introdução: O aneurisma de coronária é definido como dilatação que excede 1,5 vezes o diâmetro normal. Tem uma incidência que varia de 1,5-5%, sendo a porção proximal da coronária direita (CD) a mais acometida, seguidas pelo ramo interventricular anterior (RIA) e circunflexa (Cx). O aneurisma de tronco de coronária esquerda (TCE) é raro sendo descritos até 2008 pouco mais de 30 casos.

Relato:Paciente masculino de 33 anos, sem comorbidades, admitido por quadro de infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento de segmento ST em V1 e V2, submetido a fibrinólise bem sucedida, evoluiu com disfunção ventricular com FEVE reduzida. Coronariografia evidenciou TCE com grande aneurisma,, com imagem de trombo em seu óstio com fluxo TIMI 3. Imagem na região proximal da CD duvidosa para possível aneurisma ou dissecção. Paciente submetido ao tratamento cirúrgico via aortotomia e oclusão do óstio da CE com patch circular de pericárdio bovino. Ligadura distal do aneurisma nas porções proximais da DA e Cx e ramo intermédio. Ligadura proximal e distal de aneurisma proximal da 

CD. Revascularização miocárdica com artéria torácica interna (ATI) esquerda para RIA, ATI direita para CD, artéria radial para ramo marginal e safena para ramo intermedio. Paciente evoluiu sem intercorrências no pós-operatório e no seguimento de 12 meses permanece em classe funcional NYHA II com FEVE 30%. 

Discussão: Os aneurismas coronarianos se apresentam clinicamente como síndrome coronariana aguda na maioria dos casos. Outras manifestações possíveis são o de compressão extrínseca de outras estruturas cardíacas, dissecção aguda ou morte súbita (ruptura com tamponamento cardíaco). Wagdi et al constataram que esses pacientes apresentavam taxa de mortalidade de 15% em dois anos. O diagnostico muitas vezes é feito durante investigação de quadro de isquêmica miocárdica na cineangiocoronariografia. A angiotomografia de coronárias e a ressonância magnética são ótimas para caracterização da lesão e sua relação com as estruturas adjacentes. A melhor forma de tratamento segue controversa, com opção por intervenção coronariana percutânea nos casos anatomicamente favoráveis, observação e tratamento clínico e abordagem cirúrgica. Nos casos em que ocorrem complicações, o tratamento cirúrgico parece ser a melhor opção. No caso relatado, tendo em vista o acometimento do TCE e do terço proximal da CD, a indicação cirúrgica foi inequívoca.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021