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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

EXISTE CORRELAÇÃO ENTRE O GRAU DE ESPASTICIDADE E O COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO DE INDIVIDUOS PÓS-AVE?

LARA JULIA MONTEZORI COSTA, Felipe Ribeiro , Larissa Borba André, Luiz Carlos Marques Vanderlei
UNESP - Presidente Prudente - SP - Brasil

Introdução: O acidente vascular encefálico (AVE), caracterizado como um comprometimento neurológico focal ou global de início súbito, de origem vascular com duração igual ou superior a vinte e quatro horas, sendo considerado a causa mais frequente de incapacidade física e uma das maiores causas de morte no Brasil e no mundo.  O aumento do tônus muscular é uma característica muito frequente após o AVE Essa condição, denominada de espasticidade, dificulta a independência funcional o que pode contribuir para o aumento do tempo em atividades que demandam baixo gasto energético, conhecidas por comportamento sedentário (CS). Objetivo:  Avaliar se existe correlação entre a espasticidade, avaliada por meio da da escala modificada de Ashworth (MAS) e o CS obtido por meio do acelerômetro e aplicação dos seguintes questionários: Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) e o Questionário de Comportamento Sedentário para Idosos (LASA-SBQ). Métodos: Estudo observacional de corte transversal que avaliou 18 indivíduos (57,75±12,58 anos, IMC de 27,27± 6,93 kg/m²), independente do sexo, com diagnóstico médico de AVE, participantes de um programa ambulatorial de reabilitação para pessoas com disfunções neurológicas. A espasticidade dos músculos bíceps braquial, flexores de punho, quadríceps e gastrocnêmio foi avaliada pela MAS e o CS foi avaliado pelo uso de acelerômetro por 3 dias e pela aplicação dos questionários IPAQ e LASA-SBQ. Para avaliar se existe correlação entre o grau de espasticidade e o CS foi utilizado o teste de Pearson ou Spearman, dependendo da normalidade (Teste de Shapiro Wilk) com nível de significância de 5%. Resultados:O grau de espasticidade obtido variou de 1,20 a 1,93, indicando um leve aumento do tônus muscular. A média de tempo gasto em CS identificada pelo acelerômetro foi de 3213,33±1820,60 min, pelo LASA-SBQ de 1223,67±310,57 min e pelo IPAQ de 789,33±419,51 min, valores que sugerem aumento do CS. Não foram identificadas correlações significativas entre as variáveis (p > 0,05). Conclusão: Não foram observadas correlações significantes entre o grau de espasticidade e o CS, contudo as alterações motoras decorrentes do AVE sugerem um aumento do CS nesta população.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021