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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Episódios de dor torácica anginosa em paciente com falência de enxerto cirúrgico prévio para tratamento de origem anômala de coronária direta com trajeto interarterial

Balthazar, YF, Barrese, BF, Reyes, ACR, Pizzitola, MP, Isaias, GAB, Marques, MM, Moraes, PIM
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: A origem anômala de artéria coronária (OAAC), por ser uma condição rara, pode constituir um desafio terapêutico, especialmente quando existe trajeto interarterial. Relato de caso: Paciente do sexo feminino, 52 anos, com antecedentes de lúpus eritematoso sistêmico com psicose lúpica, transtorno afetivo bipolar, fibromialgia e dislipidemia, admitida no pronto socorro com quadro de aumento de frequência, há cerca de 06 meses, de episódios intermitentes de dor torácica tipo A, mesmo em uso de terapia antianginosa (TA) com Verapamil, Propatilnitrato e Metoprolol. Possuía histórico de cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) com enxerto vascular (EV) da artéria torácica interna direita para coronária direita (CD) há 8 anos devido a diagnóstico de OAAC direita com trajeto interarterial associada a angina refratária. Porém, evoluiu com oclusão do EV 3 anos depois. Durante revisão do prontuário ambulatorial, foi observado diversos registros de queixa de dor anginosa há 12 anos, com interrupção durante os 3 anos que sucederam a CRM. Realizou cintilografia miocárdica em 2018 que não evidenciou isquemia miocárdica. Na abordagem inicial, eletrocardiograma e dosagem de troponina não apresentaram alterações. Optado por estudo anatômico com angiotomografia de coronárias, que evidenciou CD de grande importância com OAAC no óstio esquerdo em ângulo agudo (em torno de 20 graus) e trajeto interarterial com redução luminal moderada e sem obstruções por aterosclerose, status pós CRM com EV de mamária direita ocluído na origem e demais coronárias sem redução luminal. Realizado, em seguida, Ressonância magnética cardíaca evidenciou função biventricular preservada e viabilidade miocárdica preservada, sem isquemia miocárdica. Após avaliação em Heart Team, foi optado por otimização do tratamento clínico devido à ausência de isquemia miocárdica documentada.Discussão: Na literatura há uma tendência ao tratamento cirúrgico da OAAC, através de enxerto vascular ou reimplante da coronária com origem anômala, em pacientes sintomáticos com isquemia comprovada nos casos em que existe trajeto interarterial, especialmente de coronária esquerda, pelo risco inerente de morte súbita. Em alguns casos, a TA obtém sucesso. Avaliação concomitante de adesão medicamentosa, acompanhamento psicoterápico, adoção de estilo de vida saudável e reabilitação cardiovascular são medidas adjuvantes significativas.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021