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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

RELAÇÃO DA OCORRÊNCIA DE VALVOPATIAS ATRIOVENTRICULARES COMO FATOR DE RISCO PARA FIBRILAÇÃO ATRIAL EM PACIENTES COM INSULFICIÊNCIA CARDÍACA DESCOMPENSADA

Mateus de Sousa Cavalcante, Paulo Carvalho Ximenes de Aragão Filho, Lara Viana de Paula Cabral, Gabriel Magalhães Torquato, Manoel Vieira do Nascimento Junior, José Igor de Carvalho Freitas, Felipe Salim Habib Buhamara Alves Nasser Gurjão, Pedro José Leite de Almeida Mendonça, João Matheus Girão Uchôa, Diego Levi Silveira Monteiro
Universidade Federal do Ceará - Sobral - CE - Brasil

Introdução: A fibrilação atrial (FA) corresponde ao distúrbio de ritmo cardíaco sustentado mais comum e sua ocorrência está relacionada, dentre outros fatores, a presença de valvopatias atrioventriculares. Além disso, deve-se destacar que tal condição é de grande relevância social visto que está associada a piora do perfil hemodinâmico em pacientes acometidos e a redução do débito cardíaco, o que constitui um fator de piora na insuficiência cardíaca (IC). Nesse sentido, o presente estudo tem como objetivo avaliar a relação entre valvopatias atrioventriculares e a incidência de FA em pacientes com IC descompensada.

Métodos. Estudo transversal, com 324 pacientes admitidos em hospital cardiológico por descompensação aguda de IC. As informações foram obtidas a partir de banco de dados coletado por profissionais de saúde devidamente treinados e presentes no momento da admissão hospitalar, com termo de consentimento assinado. Os participantes foram distribuídos em três grupos, sendo estes: com valvopatias atrioventriculares; com valvopatias semilunares isoladas; e sem valvopatias.  Para todos os grupos foram calculadas as porcentagens de aparecimento de FA. Para comparar médias entre grupos, foi utilizado o teste t de Student. O cálculo de significância estatística foi feito no programa Epi Info, utilizando nível de significância de p <0,05.

Resultados: Dos 184 pacientes analisados com valvopatias atrioventriculares, um total de 47 (25,54%) apresentaram-se com FA. Dos 15 pacientes com valvopatias  semilunares isoladas, somente 2 (13,33%) foram admitidos com presença de FA. Já no que se refere ao grupo dos que não possuíam valvopatias, do total de 125 pacientes, somente 17 (13,6%) destes foram admitidos com FA. Houve significativa diferença estatística entre o grupo dos pacientes com valvopatias das atrioventriculares quando comparado aos dois outros grupos juntamente, com valor de p <0,003.

Conclusão: A presença de valvopatias atrioventriculares é um importante fator de predisposição para o surgimento de FA em pacientes com IC descompensada, evidenciando a importância do correto controle e manejo das valvopatias na redução da prevalência de fatores que influenciem em piora dos sintomas e maior chance de complicações que culminam em um pior prognóstico da IC.

 

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