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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: COMO ESTÃO OS CORAÇÕES PAULISTAS NESTES ÚLTIMOS 10 ANOS?

Renata Corrêa Vasconcellos, Bruna Luiza Tavares Hernandes, Gabriel Silvestre Minucci
Universidade Federal de São João del Rei - UFSJ - São João del Rei - MG - Brasil

Introdução: No Brasil, a principal causa de re-hospitalizações devido à Insuficiência Cardíaca (IC) consiste na má adesão ao tratamento. Ademais, o país apresenta inadequado controle de diabetes e de hipertensão arterial, além de persistência de doenças negligenciadas, como a Doença Reumática e a Doença de Chagas, aspectos que agravam e desestabilizam a evolução da IC. Objetivos: Analisar os dados referentes às internações, taxa de mortalidade (TM) e custos totais relativos à IC no estado de São Paulo (SP). Métodos: Pesquisa descritiva elaborada através da análise do banco de dados do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Verificou-se o número de internações, TM e custos totais referentes à IC, entre fevereiro de 2011 e fevereiro de 2021. Resultados: No período analisado, foram registradas 421.054 internações por IC em SP, as quais somaram um custo total de R$710.605.268,54 e um custo médio mensal de R$5.921.710,57. O pico de internações ocorreu em 2011 com 46.649 registros e o menor índice ocorreu em 2020, ano em que houveram 33.943 hospitalizações. As faixas etárias mais acometidas foram de idosos com 70 a 79 anos (26,5%) e indivíduos com 60 a 69 anos (24,82%). Observa-se que 55,09% das internações foram de indivíduos brancos e 17,52% de cidadãos pardos. As internações de indivíduos pretos e amarelos corresponderam, respectivamente, a 6,21% e 0,71% do total. Não houve diferença significativa na comparação do número de internações entre os sexos. A média da TM por IC em SP foi igual a 13,41 por 1000 pessoas ao ano, sendo, assim, maior que a média nacional (10,47) e a sexta maior do Brasil. A TM por IC em SP variou de 12,6 a 16,44 e o maior aumento ocorreu entre os anos de 2020 (TM = 14,86) e 2021 (TM = 16,44). Conclusão: O número de internações por IC em SP diminuiu entre os anos analisados. Entretanto, o índice mínimo encontrado em 2020 pode, parcialmente, estar relacionado ao evitamento dos serviços hospitalares, devido à vigência da COVID-19. A infecção pelo SARS-Cov-2 pode estar relacionada, também, ao maior aumento da TM encontrado entre 2020 e 2021. Isso porque o não acompanhamento destes pacientes pode predispor ao agravamento dos casos, além do fato de os cardiopatas comporem um grupo de risco para manifestações mais graves da infecção, as quais podem cursar com exacerbações das comorbidades. A melhor compreensão do comportamento epidemiológico da IC pode direcionar ações que visem reduzir sua incidência no estado de SP, sobretudo entre os grupos mais acometidos; e minimizar o impacto dessa afecção no sistema de saúde.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021