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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

ANGINA MICROVASCULAR EM PACIENTE TABAGISTA E DIABÉTICO - RELATO DE CASO

FERNANDA ALMEIDA ANDRADE, MARIO SALOMÃO CURY PIRES, Tiago Yuta Yamaguti Maziero, Eduarda Lanzarini Lins, Jéssika Salazar Durigon, Selma Guimarães
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil, UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Campo Grande - MS - Brasil

Introdução: A doença coronariana microvascular (DCM) consiste na presença de angina típica e ausência de lesões ateroscleróticas nas coronárias confirmada por angiografia, com exclusão das demais causas. Ocorre devido à alteração da autorregularão do fluxo coronariano com aumento da resistência. A despeito dos sintomas isquêmicos coronarianos, a DCM é subdiagnosticada, e pode apresentar testes funcionais normais. Relato de Caso: Homem, 58 anos, encaminhado por dispneia aos moderados esforços há 2 anos, com melhora ao repouso e duração de 5 minutos, associada a mal-estar e sudorese. Referiu que, há 10 dias, apresentou dor torácica típica e intensa, tipo peso, desencadeada após esforço leve, sem melhora ao repouso. Procurou hospital, onde permaneceu internado por 1 dia, com solicitação de cintilografia miocárdica. O laudo evidenciou defeito de perfusão de 14% do VE com queda da FEVE, e teste ergométrico com alteração isquêmica de infradesnível do segmento ST, sem critérios de angina durante o exame. Na admissão no HUMAP, apresentava-se assintomático. Antecedentes de HAS e DM2 há 20 anos, no momento em uso de metformina+vildagliptina, glicazida, carvedilol e valsartana+hidroclorotiazida. Tabagista 5 anos-maço. Por apesentar escore TIMI de alto risco, foi submetido à cineangiocoronariografia, essa sem presença de lesões ateroscleróticas. Suspenso betabloqueador devido hipotensão postural, optado por introdução de cardizem 120mg de 12/12h.  Encaminhado ao teste ergométrico, o qual não houve alteração clínica e eletrocardiográfica. Recebeu alta para seguimento ambulatorial e realização de estudo de cineangioco-ronariografia com tomografia de coerência óptica (OCT) para evidência de disfunção endotelial. Na DCM, há uma maior sensibilidade da microcirculação aos vasoconstritores locais em tabagistas assintomáticos, foi encontrada disfunção microvascular com reserva de fluxo 21% menor comparada aos não tabagistas. O diabetes possui efeito deletério endotelial, elevando o potencial de vasoconstrição e trombose, com diminuição de reserva de fluxo coronariano. A OCT estaria indicada para a melhor quantificação da gravidade e extensão da obstrução coronária, situação na qual o cateterismo cardíaco  apresenta limitações. A terapia deve abordar os mecanismos relacionados à fisiopatogenia, portanto, mudança dos hábitos de vida, bloqueio da ação da angiotensina II, redução dos estímulos simpáticos, diminuição da inflamação e aumento da vasodilatação. O diltiazem não aumenta significativamente a reserva coronariana, mas gera melhora clínica.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021