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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Dapagliflozina para controle de glicemia em pacientes cardiológicos internados: estudo piloto

SERRANO, G. S., SANTOS, G. S., SANTOS, L. S., CAMARGO, L. B. , ANTUNES, M. O.
Universidade São Francisco - Bragança Paulista - São Paulo - Brasil, Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus - Bragança Paulista - São Paulo - Brasil

Introdução: A hiperglicemia está associada com morbimortalidade, tempo internação, infecções e custos hospitalares. Em hospitalizados o controle é feito com uso de insulina regular (IR) conforme a glicemia, com desvantagens de correção atrasada, permanece elevada por um período e demanda diversos recursos. A Dapagliflozina, inibidor do SGTL2, é um hipoglicemiante oral de uso ambulatorial com benefício de não causar hipoglicemia e interagir com contraste, além de fácil posologia.

Objetivo: Avaliar a segurança e benefício do uso da Dapagliflozina no controle da glicemia em pacientes cardiológicos internados e não críticos.

Metodologia: Estudo randomizado, simples, aberto e controlado, no qual os pacientes foram alocados de forma consecutiva para grupo controle ou grupo intervenção. O Grupo Controle recebeu o tratamento protocolado pelo hospital utilizando-se de IR subcutânea de 6/6h conforme glicemia. O Grupo Intervenção recebeu Dapagliflozina 10 mg 1 comprimido/dia associado à terapia padrão, se necessário. 

Critérios de inclusão: 18-75 anos, HbA1C≥ 5,7. Critérios de Exclusão: Diabetes Mellitus insulinodependente, taxa de filtração glomerular [TFG] <45 ml/min, uso de drogas vasoativas, cuidados paliativos ou terminalidade, infecção do trato urinário. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética local (CAAE: 34121620.2.0000.5514) e todos os participantes concordaram em assinar o termo de consentimento autorizando a realização do estudo.

Resultados: Foram randomizados 20 participantes, 10 grupo controle e 10 grupo intervenção, com idade média 63,2±6,6, maioria sexo masculino 82%. O motivo da internação foi síndrome coronariana sem supra 42%, com supra 36% e outras doenças cardiológicas 22%. O valor médio da HbA1C foi de 8,2% vs 8,7% (p=0,64), grupo controle e intervenção, respectivamente. O tempo médio de internação em ambos foi de 5,4 dias. O valor médio da glicemia foi significativamente maior no grupo controle versus intervenção, sendo de 213 mg/dl (IC95%, 194 mg/dl – 231 mg/dl) controle versus 168 mg/dl (IC95%, 153 mg/dl – 182 mg/dl) intervenção, p<0,009. O grupo controle necessitou de maior quantidade de IR comparado ao grupo intervenção 3,2UI vs 2,0UI (p<0,008). Ausência de complicações em ambos os grupos.

Conclusão: A Dapagliflozina é segura e superior para o controle de glicemia em pacientes cardiológicos internados e não críticos quando comparado ao protocolo padrão de realização de glicemia capilar e insulina regular. Estudos futuros com amostra maior devem ser encorajados avaliando a possibilidade redução de custos e morbimortalidade nesse cenário.

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10 à 12 de junho de 2021