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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Obesidade como principal determinante da disfunção endotelial em pacientes hospitalizados pela COVID-19

A. D. Heubel, A. A. Viana, S. N. Linares, V. T. Amaral , G. Y. O. Oliveira, P. C. Ramírez, T. S. Alexandre, A. Borghi Silva, E. G. Ciolac , R. G. Mendes
UFSCar - São Carlos - SP - Brasil, UNESP - Bauru - SP - Brasil, Universidad Industrial de Santander - Bucaramanga - Santander - Colômbia

Introdução: A disfunção endotelial desempenha papel-chave na patogênese da COVID-19, uma vez que está associada a estados de hiperinflamação e pró-trombóticos, o que pode contribuir para desfechos clínicos desfavoráveis. Embora os fatores de risco para a disfunção endotelial sejam conhecidos em outras condições, pouco se sabe sobre os fatores associados durante a COVID-19, sobretudo na fase aguda da doença. Objetivo: Identificar os determinantes da disfunção endotelial em pacientes hospitalizados pela COVID-19. Métodos: Estudo transversal, incluindo amostra de 109 pacientes (idade: 51 ± 13 anos; 51% homens; 47% hipertensos; 17% diabéticos; início de sintomas: 12 ± 4 dias) hospitalizados devido a COVID-19 (confirmado em exame de biologia molecular). Até 72 horas da  admissão hospitalar, foram realizadas avaliações: (1) clínica-demográfica (idade, sexo e fatores de risco cardiovasculares); (2) antropométrica e de aptidão funcional, por meio do índice de massa corporal (IMC) e força de preensão manual, respectivamente; (3) laboratorial, incluindo níveis séricos de proteína C reativa (PCR), dímero D e creatinina; e (4) função endotelial, utilizando-se do método não-invasivo de dilatação mediada pelo fluxo (DMF), avaliada pela ultrassonografia da artéria braquial. Para identificação dos determinantes da DMF, foi realizada análise por meio de regressão linear múltipla com ajuste para os potenciais confundidores. Resultados: A população investigada apresentou IMC = 32,6 ± 6,8 kg/m2 (62% obesos), força de preensão manual = 31 ± 11 kg, PCR = 85 ± 66 mg/L, dímero D = 2,5 ± 6,4 mg/L, DMF = 5,48 ± 2,53%. O modelo final de regressão linear múltipla (R2 ajustado = 0,28) mostrou a obesidade (β = -2,62; P = 0,001) como o principal determinante para a DMF, independentemente da idade, sexo, comorbidades e aptidão funcional. Outros fatores significativamente associados foram: dímero D (β = -0,08; P = 0,026), diâmetro basal da artéria braquial (β = -0,94; P = 0,015) e creatinina (β = -1,02; P = 0,028). Conclusão: A obesidade (IMC ≥ 30 kg/m2) foi identificada como um dos principais determinantes da disfunção endotelial em pacientes na fase aguda da COVID-19. Esses achados podem explicar, ao menos parcialmente, uma das vias pelas quais a obesidade pode contribuir para o agravamento e pior prognóstico da doença. Apoio: CAPES (Código de Financiamento 001).

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021