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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Cirurgia cardíaca por Endocardite Infecciosa em paciente com anemia aplásica e plaquetopenia de 2.000/µL – Relato de caso

Monise Dechechi Dias Bonacina, Laís Contin, Isadora Daleffi Zocoler, Michel Côas Herner, Thiago Santos Rosa, Paulo Roberto Soltoski, Marina Couto Guedes, Bianca Stefanello, Rodrigo Sfredo Kruger, Eduardo Leal Adam
HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UFPR - CURITIBA - PARANÁ - BRASIL

Introdução: A endocardite infecciosa é reconhecida por sua alta morbimortalidade e necessidade frequente de intervenção cirúrgica para tratamento de complicações. O quadro torna-se de maior gravidade quando associado a comorbidades, como a anemia aplásica, uma doença crônica caracterizada por pancitopenia e hipocelularidade acentuada na medula óssea, com poucos relatos dessa associação na literatura. Relato de caso: Paciente masculino, 63 anos, portador de hipertensão arterial sistêmica, doença renal crônica estágio IIIB, anemia aplásica grave e história de 2 episódios de covid-19, foi admitido com queixa de febre de 39°C de início no último mês associada a fraqueza, cansaço e dispneia aos pequenos esforços. Durante investigação, identificada pancitopenia grave (hemoglobina (Hb) 6,1g/dL; leucócitos 1,77x10³/µL; bastões 16%; plaquetas 2.000/µL), proteína C reativa elevada e hemocultura positiva para Enterococcus faecalis. Iniciadas Ceftriaxona 2g 12/12h e Ampicilina 2g 6/6h endovenosas pela suspeita de endocardite bacteriana, confirmada em ecocardiograma transtorácico com presença de vegetação de 1,1cm na valva mitral, associada a refluxo importante e função ventricular preservada (Figura 1). Apesar do tratamento, evoluiu com insuficiência cardíaca descompensada refratária, sendo indicada cirurgia cardíaca após 9 dias de internação, com implante de prótese mitral biológica. Para possibilitar o procedimento cirúrgico, realizado contato com a Hematologia do hospital e programado suporte transfusional perioperatório. Iniciado tratamento com eltrombopag 48 horas antes da cirurgia para estímulo da medula óssea. Imediatamente antes da cirurgia, o valor de Hb era de 5g/dL e a contagem plaquetária de 33.000/µL. No pré, intra e pós-operatório, recebeu transfusão de 06 concentrados de hemácias, 11 unidades de plaquetaférese, além de ácido tranexâmico e crioprecipitado. Evoluiu com estabilização do sangramento pós-operatório, sem necessidade de reabordagem cirúrgica para hemostasia. Conclusão: Apesar do risco elevado de sangramento, o caso aqui relatado demonstra a possibilidade da realização de cirurgias cardíacas de urgência e emergência em pacientes com plaquetopenia grave quando há um suporte transfusional adequado.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021