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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA NO BRASIL: UMA AVALIAÇÃO DOS ÚLTIMOS 5 ANOS

Rafaella Tambone Barral, Maria Karolina Velame Souza Santos, Ana Beatriz D. Silva , Maria Juliana F. C. Amorim, Catarina B. A. Rosier, Davi J. Lopes, Pedro Victor S. Freitas, Mauricio G. M. Santana , Igor L. V. Castro
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública - Salvador - Bahia - Brasil

Introdução: Segundo dados do DATASUS, no Brasil há cerca de dois milhões de portadores de Insuficiência Cardíaca (IC), sendo essa a primeira causa de internação hospitalar em pacientes acima de 60 anos de idade. Por ser um quadro clínico recorrente, conhecer o perfil epidemiológico dessa doença é essencial para realizar um diagnóstico preciso e traçar um plano terapêutico adequado. Nesse contexto, o presente estudo visa descrever o perfil epidemiológico das internações hospitalares e taxa de mortalidade por IC no Brasil. Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo, transversal e quantitativa, realizado a partir de dados obitidos no DATASUS, referentes ao período de fevereiro de 2016 a fevereiro de 2021. As variáveis analisadas foram: número total de internações e taxa de mortalidade de IC por cor/raça, região, idade e sexo. Resultados: No período analisado, 999.330 pacientes foram internados devido à IC, sendo 516.523 homens (51,68%) e 482.807 mulheres (48,31%), com maior taxa de mortalidade no sexo feminino (11,79%). Em relação à região de maior incidência da doença, o Sudeste se sobressai, com o número de 415.198 internações, sendo sucedido pelo Sul (236.413), Nordeste (223.854), Centro-Oeste (71.290) e Norte (51.575). Ademais, o Sudeste possui também maior taxa de mortalidade pela IC (12,81%), sucedido pela região Norte (12,21%). Ao analisar a faixa etária, indivíduos de 70-79 anos apresentaram maior número de internações (263.860) e a faixa etária de 5-9 anos apresentou o menor (1.809). Entretanto, a taxa de mortalidade é maior nos pacientes de 80 anos ou mais (17,14%). Levando em consideração a cor/raça, indivíduos da etnia branca lideraram o número de internações, com 380.262 (38,05%), enquanto os da etnia preta apresentaram 49.931 (4,99%) hospitalizações. Apesar disso, a taxa de mortalidade de enfermos da cor preta é de 11,36%, sendo maior que a de pacientes brancos (11,15%). Conclusão: Observa-se, portanto, que a maior taxa de internação por IC nos últimos 5 anos ocorreu prevalentemente no sexo masculino, região sudeste, em uma faixa etária de 70-79 anos, etnia branca. Em contrapartida, a taxa de mortalidade é maior em mulheres, região sudeste, com 80 anos ou mais, etnia preta. Dessa maneira, percebe-se uma inversão dos perfil epidemiológico de internações em comparação à taxa de mortalidade nos resultados referentes à etnia e sexo. Assim, é imprescindível um maior controle dos fatores de risco, principalmente na Atenção Primária em Saúde, objetivando reduzir a morbimortalidade dos pacientes afetados por essa doença.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021