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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Fibroelastoma Papilífero, um relato de caso.

Cypriano,A.P., Ana Critina de Carvalho Felippini , Matheus Goulart Ferreira, Haille Gomes de Carvalho, Nathalia Antonio Monteiro de Castro, Ricardo Mendes Oliveira
universidade de ribeirão preto - UNAERP - ribeirão preto - SP - brasil

Introdução

Os tumores cardíacos primários são raros na população e apresentam-se em sua grande maioria de forma benigna. Dentre estes o fibroelastoma papilífero é o terceiro mais comum. Sua localização principal envolve os folhetos valvares aórtico e mitral, respectivamente, o que pode ocasionar fenômenos cardioembólicos, sendo importante o seu diagnóstico precoce para evitar complicações. Porém, na maioria dos casos, costuma ser um achado incidental em exames de imagem.

Métodos

Relato de caso: Mulher, 63 anos com queixa de astenia, mal-estar geral, dispneia aos esforços e perda ponderal (5kg em 2 meses), com piora progressiva. Apresenta hipotireoidismo em uso de levotiroxina 50mcg/dia e TSH normal. Nega demais comorbidades e uso de outras medicações. Sem antecedentes de doença coronariana ou fenômenos tromboembólicos prévios. Nega etilismo e tabagismo. Ao exame físico estava descorada 2+/4+ e apresentava anemia microcítica e hipocrômica, sendo excluídas anemia ferropriva, perdas sanguíneas e atribuído à anemia de doença crônica. Durante investigação visto em ecocardiograma transtorácico imagem nodular hiperrefringente aderida em face atrial do folheto posterior da valva mitral, móvel, sugestiva de fibroelastoma papilífero de 1,5 x 1,5mm. A paciente evoluiu sem complicações tromboembólicas durante o ano, porém com manutenção de astenia e dispneia aos moderados esforços. Após um ano de acompanhamento e tratamentoo com anticoagulação equipe propôs novamente exérese cirúrgica da lesão,sendo a mesma aceita, realizado estudo histopatologico com comprovação de fibroelastoma.

 

Conclusões

Não existe na literatura evidências da superioridade do tratamento clínico pelo cirúrgico, sendo este indicado somente após a ocorrência de eventos cardioembólicos ou devido à complicações relacionadas com a mobilidade do tumor, como oclusão do óstio coronariano. Há também a indicação de cirurgia pelas características próprias do tumor, quando apresenta grande mobilidade ou apresenta tamanho maior que 1,0 cm,caso da paciente descrita.

 

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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