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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

PERFIL DE INTERNAMENTOS POR HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA NO BRASIL: UMA AVALIAÇÃO DOS ÚLTIMOS 5 ANOS

Laiane C Costa, Márcio A B Filho, Mauricio G M Santana , Igor L M de Castro, Vivian Roberta S Silva , Maria Juliana F C Amorim, Rafaella T Barral, Maria Karolina V S Santos, Natália A Vasconcelos
EBMSP - Salvador - Bahia - Brasil

Introdução: A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica caracterizada pelo aumento da pressão arterial que eleva o risco de morbimortalidade cardiovascular. Trata-se de uma doença multifatorial, que é influenciada por fatores genéticos, sociais e ambientais. No Brasil, a HAS atinge cerca de 33% dos adultos, sendo maior a prevalência nos idosos (cerca de 60%). Desse modo, diante da sua prevalência e seu risco para outras doenças cardiovasculares, faz-se essencial a compreensão do perfil de internamentos por HAS. Objetivos: Analisar o perfil de internamento por HAS no Brasil de 2016 a 2021. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, retrospectivo, com dados obtidos no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foi feita uma análise do período de janeiro de 2016 a fevereiro de 2021, sendo levantados sexo, faixa etária, cor/raça dos pacientes e número de óbitos. Resultados: Durante o período avaliado, houve um total de 268.738 internações por HAS no Brasil, sendo responsável por 4.68% do total das doenças do aparelho circulatório (CID 100-199). Em 2020, foram registrados 38.062 internamentos, o que representou uma redução absoluta de 7.9% desde 2017. O sexo feminino corresponde a maioria das internações (58%) e a faixa etária mais acometida é dos 60-79 anos, com um total de 22.7628 (43.1%), seguida dos pacientes com idade maior de 70, com 92.187 (34,30%). Em relação à cor/raça dos pacientes, observou-se que indivíduos brancos e pardos compreendem a maior parte dos internamentos (64.3%). O Sudeste apresenta a segunda maior taxa de internação, com número absoluto de 87.399 (32.5%), sendo o estado de São Paulo responsável por 58% da região. Dos pacientes internados em 2017, o número absoluto de óbitos foi de 929, o que representa uma taxa de mortalidade de 161/10.000 habitantes e houve uma redução de 6.4% quando comparado a 2020. Conclusão: O presente estudo demonstrou um declínio na taxa de internamentos e redução da mortalidade associada a HAS, possivelmente associada a uma melhora no controle ambulatorial e atendimento hospitalar. As características associadas a maiores taxas de internamento foram o sexo feminino, idade entre 60-79 anos e raça branca/parda. A partir dos dados coletados, pode-se compreender o perfil de internamento dos pacientes com HAS e levantar hipóteses sobre a melhora da assistência a essa comorbidade.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021