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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Avaliação da capacidade aeróbia máxima em diferentes gravidades da COVID-19

Guilherme Dionir Back, Flávia Rossi Caruso, Murilo Rezende de Oliveira , Patrícia F. Camargo, Cássia da Luz Goulart, Claudio Ricardo de Oliveira, José Carlos Bonjorno Junior, Audrey Borghi-Silva
Universidade Federal de São Carlos - São Carlos - São Paulo - Brasil

Introdução:A COVID-19 desencadeia uma série de complicações sistêmicas por um período de até seis meses após o diagnóstico. Porém, não está claro como os pacientes de diferentes gravidades da COVID-19 evoluem após um mês do diagnóstico em relação a capacidade aeróbia máxima. O teste padrão ouro para a identificação da intolerância ao exercício e repercussão sistêmica é o teste de exercício cardiopulmonar (TECP) que, enquanto analisa a influência cardiopulmonar e periférica de um paciente, fornece potencial na identificação de características fisiopatológicas e prognóstico da doença. Objetivo: Avaliar a capacidade aeróbia máxima em indivíduos que apresentaram a COVID-19 de diferentes gravidades e comparar com um grupo controle. Métodos: Os pacientes diagnosticados com COVID-19 foram divididos em grupo leve (apenas realizaram quarentena) e grupo grave (internados) e submetidos as seguintes avaliações: I) avaliação clínica: características clínicas e antropométricas, presença de comorbidades e medicações; II) TECP em cicloergômetro realizado de acordo com o American College of Cardiology e American Heart Association Guidelines. As variáveis metabólicas foram medidas pelo sistema Oxycon Mobile Carefusion, (Mijnhardt/Jäger, Würzburg, Alemanha) obtidas respiração por respiração. Adicionalmente, foram registradas as respostas da frequência cardíaca (FC), pressão artéria sistólica e diastólica pico. Resultados: 34 pacientes com COVID-19 (19 casos graves, 15 casos leves) e 20 sujeitos saudáveis [grupo controle (GC)] foram avaliados. Os pacientes com COVID-19 grave apresentaram maior índice de massa corporal e eram mais velhos em comparação ao GC (p<0.05), contudo os pacientes com COVID-19, independente da severidade, apresentavam mais comorbidades (p<0,05). Em relação ao desempenho no TECP, os pacientes com COVID-19 leve e grave apresentaram baixos valores de carga, VO2, VCO2, (p<0.05) no pico do teste. Contudo, os COVID-19 graves apresentaram resposta cronotrópica e ventilatória deprimida, dessaturação e mais dispneia, enquanto que os COVID-19 leves apresentaram maior fadiga muscular no pico do esforço (P<0.05) em comparação aos controles . Conclusão: A COVID-19 impactou negativamente na capacidade aeróbia máxima. Contudo, a severidade da COVID-19 está associada a mais dessaturação e dispneia durante no exercício máximo, enquanto que nos pacientes mais leves a fadiga muscular foi o fator limitante ao exercício.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021