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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

RUPTURA DE SEPTO INTERVENTRICULAR COMO COMPLICAÇÃO MECÂNICA AGUDA PÓS INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO: UM RELATO DE CASO

Felipe Eduardo Valencise, Gabriel Rocha Sanches, Rafael Fumachi Bredariol, Mateus Gomes Pereira, Mauricio Beitia Kraemer, Natan Caccia
Universidade São Francisco - Bragança Paulista - São Paulo - Brasil

Introdução: Dentre as complicações mecânicas pós infarto agudo do miocárdio, a ruptura do septo interventricular (RSIV), com prevalência de 0,2% a 0,34%, evolui de maneira catastrófica com instabilidade hemodinâmica e óbito caso não corrigida rapidamente, conferindo-lhe taxas de mortalidade entre 40 e 80%. O tempo de instalação da RSIV, desde o IAM, varia de 1 a 5 dias e seu diagnóstico pode ser confirmado a beira leito pela ecocardiografia. A correção da RSIV é cirúrgica, havendo discussão dentro da literatura sobre o melhor momento para a sua abordagem. Relato: Homem, 56 anos, ingressa ao pronto socorro com dor torácica anginosa de forte intensidade há seis horas, irradiada para região mandibular e cervical, sendo caracterizado ao eletrocardiograma supradesnivelamento do segmento ST em parede inferior. Realizada angioplastia primária com a colocação de três Stents farmacológicos em artéria coronária direita e seus ramos, descendente posterior e ventricular posterior. Após 24 horas evoluiu na unidade de terapia intensiva com instabilidade hemodinâmica, onde realizou ecocardiografia que revelou: shunt esquerda-direita de 45 mmHg compatível com ruptura de parede do septo interventricular associado a aneurisma importante de parede inferior e hipertrofia ventricular esquerda com fração de ejeção de 40%. Resgate hemodinâmico realizado via balão intra-aórtico (BIA) com trigger padrão resultou em um ganho diastólico adequado, possibilitando no sexto dia, submetê-lo a ventriculosseptoplastia e aneurismectomia do ventrículo esquerdo, sem intercorrências até a alta hospitalar. Discussão: A literatura descreve duas possíveis abordagens em relação à RSIV: imediata e não imediata. O manejo imediato diante de um quadro clínico agudo apresenta maior risco de complicações devido a instabilidade hemodinâmica, mesmo amparados pelas medidas de suporte como o BIA e agentes inotrópicos. Já a abordagem não imediata é reservada àqueles que - através do tratamento clínico otimizado - mantêm a estabilidade hemodinâmica, evoluindo com um melhor desfecho clínico-cirúrgico. Conclusão: Embora as terapias de reperfusão se mostrem essenciais para a queda da incidência de RSIV pós IAM, as altas taxas de mortalidade ainda são motivos de preocupação, pelo que cabe destacar que a abordagem não imediata vem modificando significativamente o desfecho clínico, como relatado neste caso.

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