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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

ABORDAGEM DE TAQUICARDIA VENTRICULAR NA ESCLEROSE SISTÊMICA DIFUSA - RELATO DE CASO

ROCHA, V.S.B, MARQUEZONI, D.P, VIDOTTI, G.B, SCALFI, LC.M, RAHAL, MJ.S, NASCIMENTO, M.A.G, SEKI, M.M, TINASI, L.S.N, GONÇALVES, R.S
FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - - SP - BRASIL

INTRODUÇÃO: A esclerose sistêmica (ES) é uma doença inflamatória crônica idiopática, do tecido conjuntivo, caracterizada por fibrose e disfunção vascular da pele (forma clinica limitada) e de órgãos internos (forma difusa), com acometimento cardíaco em mais de um terço dos pacientes, com arritmias cardíacas, sendo a morte súbita raro. RELATO DE CASO: A.C.N, 30 anos, feminino, acompanhada por esclerose sistêmica,  referiu palpitação de início súbito e síncope, sendo encaminhada ao pronto socorro. O eletrocardiograma (ECG) de admissão observou-se taquicardia de QRS largo, com pulso, prontamente cardiovertida para ritmo sinusal. A análise de ECG sugeriu taquicardia ventricular. O exame físico de admissão foi: fácies esclerodérmica, esclerodactilia; ausência de edema de membros inferiores, estase jugular, crepitações pulmonares, roncos e sibilos; ictus não visível e não palpável; a ausculta, bulhas normofonéticas com sopro sistólico 2+/6+ em foco tricúspide, ausência de hepatomegalia e ascite. Posteriormente houve recorrência de 12 episódios sustentados e términos espontâneos. Foi prontamente medicada com amiodarona, com controle parcial da arritmia. Exames subsidiários revelaram: ECG em ritmo sinusal, regular, bloqueio completo do ramo direito, QTc  de 475 ms (Bazzet); eletrólitos normais; Ecocardiograma transtorácico demonstrou aumento importante de câmaras cardíacas direitas (CCDD), com dilatação da via de saída do ventrículo direito (VD), com função sistólica comprometida em grau moderado à análise subjetiva; a ressonância magnética cardíaca evidenciou dilatação das CCDD, disfunção sistólica global biventricular discreta, insuficiência tricúspide, fibrose subendocárdica em parede lateral do ventrículo esquerdo (realce tardio miocárdico, padrão isquêmico, acometendo 25% da espessura miocárdica); angiografia coronária, sem obstruções. Sorologia para chagas, não reagente.  Holter, para avaliar controle terapêutico, revelou alta densidade de arritmias ventriculares, motivando ajuste medicamentoso, com controle das formas sustentadas. Na ausência de causa reversível para a arritmia, recorrência frequente e risco elevado de morte súbita, optou-se por implante de cardiodesfibrilador implantável. CONCLUSÃO: Em pacientes com esclerose sistêmica e acometimento cardíaco, sobretudo arritmia maligna, a literatura é escassa quanto à abordagem, devendo-se seguir indicações de consenso comumente utilizadas em portadores de cardiopatia dilatada ou isquêmica.

 

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021