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Odontologia Hospitalar: como a equipe de cardiologistas avalia essa participação e interação?

Fernanda Campos-Neves, Itamara Lucia Itagiba Neves, Marcela Alves dos Santos‐Paul, Tânia Pedroso Montano, Cíntia Maria Alencar Carvalho, Ricardo Simões Neves
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Objetivo: Avaliar a qualidade dos serviços prestados pela Unidade de Odontologia em um Hospital de Cardiologia de nível terciário à equipe médica. Introdução: Atualmente o Hospital é considerado uma organização que atua com a comunhão de vários profissionais de saúde e oferta assistência médica integral, obtendo prevenção ou melhor prognóstico aos pacientes tratados que tratam doenças sistêmicas.

O cirurgião-dentista (CD), no âmbito hospitalar integrado a uma equipe multidisciplinar, pode contribuir com seus cuidados abrangendo alterações odontológicas que podem desencadear ou exacerbar doenças sistêmicas.

Materiais e métodos: Um estudo prospectivo realizado no período de agosto de 2020 a janeiro de 2021 selecionou 40 médicos cardiologistas que integram o corpo clínico de um Hospital de Cardiologia de nível terciário, para responder os questionários de Matos F. et al. (2013) e Conceição & Boghossian (2007), ambos modificados.

Resultados: A média de idade dos participantes foi de 40,1 anos, (mínimo 27,2; máximo 70,6). Dos médicos entrevistados, 28,0% atendem no ambulatório, 22,0% na enfermaria, 19,0% em UTI, 16,0% em pronto-socorro e 15,0% em consultório particular 15,0%.

A necessidade da presença do cirurgião-dentista na equipe multidisciplinar foi citada em unanimidade pelos médicos entrevistados.

Todos os médicos responderam que existe relação entre doença periodontal e doença sistêmicas. A doença periodontal foi relacionada em 88,1% com doenças cardiovasculares, 64,2% com diabetes mellitus, 54,7% com ansiedade e estresse, 52,3% com doenças respiratórias e doença renal, 50,0% com doenças cerebrovasculares, 40,4% com osteoporose e parto prematuro/ nascimento do bebê com baixo peso ao nascer.

Noventa por cento dos médicos responderam referir pacientes ao dentista após diagnóstico de doença cardiovascular, no entanto 55% dos médicos não tem dentista para referenciar seus pacientes fora da instituição do presente estudo.

Antes de uma intervenção, 71,4% dos médicos relataram encaminhar seus pacientes para avaliação odontológica com o objetivo de reduzir a carga microbiana oral antes dos procedimentos médicos.

Conclusão: A presença do cirurgião-dentista na equipe multidisciplinar para o atendimento integral ao paciente foi citada em unanimidade pelos médicos entrevistados, reconhecendo a relação entre doenças sistêmicas e doenças periodontais.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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