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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

EVOLUÇÃO DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO EM IDOSOS E NÃO IDOSOS SOB ESTRATÉGIA FARMACO-INVASIVA

Amanda Santoro Fonseca Bacchin, Maria Cristina de Oliveira Izar, Francisco Antonio Helfenstein Fonseca, Henrique Tria Bianco, Flavio Tocci Moreira, Ana Carolina Caeneiro Aguirre
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: O infarto agudo do miocárdio (IAM) associa-se a maior mortalidade em idosos. A resposta imune e inflamatória pode afetar a massa infartada e o remodelamento ventricular. Objetivos: Comparar os efeitos da estratégia fármaco-invasiva sobre a massa infartada e função ventricular e examinar possíveis diferenças na resposta inflamatória.  Métodos: Estudo prospectivo, incluiu 327 pacientes com IAM com supra-desnível do segmento ST sob estratégia fármaco-invasiva classificados como idosos (65 - 75 anos) e não idosos (< 65 anos).  A resposta inflamatória foi analisada por meio das concentrações das interleucinas (IL) circulantes IL-1β, IL-4, IL-6, IL-10 e IL-18, por ELISA; a expressão do receptor de quimiocina de monócitos (CCR2) foi mensurada por RT- PCR em tempo real; e a quantificação de subtipos de linfócitos e micropartículas (MP), por citometria de fluxo. Todos os pacientes foram trombolisados com tenecteplase nas primeiras 6 h e realizaram cinecoronariografia e tratamento percutâneo, quando necessário, nas primeiras 24h do IAM (D1). Ressonância nuclear magnética cardíaca (RNMc) foi realizada após 30 dias do evento isquêmico (D30). Resultados: Idosos apresentaram contagem de linfócitos inferior e maior relação neutrófilos/linfócitos no D1 e D30. Não houve diferenças entre grupos na quantidade de linfócitos T CD4+ ou CD8+ circulantes no D1 ou D30. Houve entre idosos no D30, menor quantidade de linfócitos B1 TLR4+ e maior quantidade de linfócitos B2 clássicos. Apresentaram também níveis mais elevados de IL-18 no D1. As IL não diferiram entre os grupos no D30. Foi constatada relação inversa entre os níveis de CCR2 em D30 e fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE), sem diferenças entre os grupos. Em relação às MP, constatou-se, para os idosos maior número de MP monocíticas no D1 e MP plaquetárias no D30. A RNMc no D30 mostrou massa ventricular infartada similar entre os grupos e melhor FEVE para os idosos. Regressão linear múltipla revelou que em D1 a troponina T ultrassensível (coeficiente beta 0.614, p<0.001) e IL-6 (coeficiente beta 0.392, p=0.003) foram preditores independentes (ANOVA F 27.044, p<0.001, R2 0.39). Para a FEVE estimada pela RNMc no D30, os preditores independentes coletados em D1 foram TNTus (coeficiente beta -0.538, p<0.001) e RNL (coeficiente beta -0.171, p=0.004), ANOVA F 55.199, p<0.001, R2 0.361).Conclusão: Em pacientes sob estratégia fármaco-invasiva adequada, diferenças iniciais nas respostas imune-inflamatórias não tiveram impacto na massa final enfartada.

 

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10 à 12 de junho de 2021