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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Intervenção educativa para o autocuidado de adultos com insuficiência cardíaca: estudo piloto

Ana Paula da Conceição, Michele Nakahara Melo, Bruna de Cassia Ferreira dos Santos, Erika Guedes, Dina de Almeida Lopes Monteiro da Cruz
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL, ESCOLA DE ENFERMAGEM DA USP - SÃO PAULO - SP - BRASIL

IntroduçãoA Insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica debilitante e progressiva caracterizada por hospitalizações frequentes e um regime terapêutico complexo, com desfechos ruins que podem ser limitados com autocuidado adequado. O presente estudo teve como objetivo desenvolver uma intervenção educativa para o autocuidado na IC e avaliar a aceitabilidade, a viabilidade e potencial de efeito da intervenção desenvolvida no conhecimento e autocuidado na IC, na frequência de uso não planejado dos serviços de saúde em pessoas com IC e hospitalização relacionada à ICMétodo: a intervenção foi delineada com base no referencial metodológico de Sidani e Braden, (2011), na teoria da situação específica do autocuidado da IC e na terminologia da classificação das intervenções de enfermagem. Ensaio clínico randomizado paralelo foi realizado para avaliar a intervenção. A amostra foi constituída por 30 pacientes em tratamento ambulatorial por IC. Os participantes foram aleatorizados para o grupo intervenção (GI) n=15, que recebeu a intervenção junto com o tratamento usual, e, para o grupo controle (GC) n=15, que recebeu o tratamento usual. O grupo que recebeu a intervenção compôs a amostra para a avaliação da aceitabilidade e da viabilidade da intervenção, realizada por abordagem qualitativa. Resultados: foi desenvolvido o Programa de Ensino do Autocuidado na IC (PEAC-IC) destinado a pessoas com IC em acompanhamento ambulatorial, realizado em uma sessão presencial (face a face) e cinco sessões semanais por telefone, com foco na promoção do autocuidado. O PEAC-IC apresentou resultados satisfatórios de viabilidade: taxa de recrutamento de 62,5%; taxa de retenção 90% e taxa de atrito de 11%, com boa aceitabilidade. No geral a adesão ao programa foi de 71,7%. A intervenção mostrou bons resultados preliminares de eficácia, com os seguintes tamanhos de efeitos (f-Cohen): autocuidado de manutenção (f=0,55); autocuidado de gerenciamento (f=1,01) e na confiança no autocuidado (f=0,42). O efeito sobre o conhecimento na IC foi pequeno (f=0,02). Durante o período de acompanhamento do PEAC-IC, a busca por atendimento médico de urgência foi mais frequente no GC(21,4%), por descompensação clínica da IC, em comparação ao GI (15,4%) por causas não relacionadas à IC. Internação hospitalar foi presente apenas no GC (n=1), por descompensação clínica da IC. Conclusão: este estudo piloto disponibiliza uma intervenção educativa para o autocuidado na IC, com evidências de viabilidade, de aceitabilidade e potencialidade de eficácia para melhorar o autocuidado na IC.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021