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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Características da saúde de receptores de transplante de coração que sobrevive aos seus 80 anos

Alana Osterno Moreira Linhares , Marco A Finger , Carolina Casadei Santos , João Manoel Rossi Neto, Amanda de Miranda Constantino, Beatriz Moura e Sucupira , Mardelson Nery de Souza , Matheus Augusto de Oliveira Amorim , Thauan Paulúcio de Oliveira , Jesus Antonio Gutierrez Saurith
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL

Introdução: Sabemos muito pouco sobre receptores de transplante de coração (TC) em idade avançada e sobre o curso clínico dos receptores de TC que sobreviveram aos seus 80 anos ou mais.

Métodos: Trata-se de uma revisão retrospectiva de prontuários de TC em um hospital terciário de 01/11/1991 até 31/12/2020. Descrevemos as características clínicas dos pacientes pós TC que sobreviveram ao menos até a nona década de vida.

Resultados: De420 TC foram identificados seis pacientes (1,4%) nessa faixa etária descrita. Dois com dados incompletos. A tabela abaixo mostra as características dos pacientes.

 

Variáveis

Vivos

(n=4)

Óbito

(n=2)

P

Idade no transplante (anos)

66,7±3,4

65,5±5,5

0,747

Masculino

2 (50%)

2 (100%)

0,400

Branca

2 (50%)

2 (100%)

0,400

Miocardiopatia isquêmica

2

0

 

Miocardiopatia dilatada

1

2

 

Miocardiopatia Valvar

1

0

0,223

Idade no óbito ou último seguimento (anos)

83,5±2,5

(81-86)

82,5±1,0

(82-83)

0,630

Tempo médio do TXc (sobrevida) (anos)

16,2±5,1

(11-22)

20,5±2,1

(19-22)

0,343

 

Vivos

(n=3)

Óbito

(n=1)

P

HAS preop (n,%)

3 (100)

1 (100)

-

DM preop (n,%)

0

1 (100%)

0,250

Dislipidemia preop (n,%)

3 (100%)

1(100%)

-

IRC preop

2 (66,6%)

0

0,50

Malignização preop

0

0

-

Comorbidades pós TXc

FE > 50% com 75 anos

3 (100%)

0

0,20

FE > 50% com 80 anos

2 (66,6%)

-

-

HAS

3 (100%)

1 (100%)

-

Dislipidemia

3 (100%)

1 (100%)

-

IRC

3 (100%)

-

-

DM

1 (33,3%)

1 (100%)

0,500

Malignização

1 (33,3%)

0

0,750

Comparando os grupos não observamos diferenças significativas entre as características analisadas. Todos os pacientes apresentaram grande quantidade de comorbidades. Os TC octogenários foram realizados entre 1998 e 2010.

Discussão: Neste estudo retrospectivo descrevemos as características da saúde dos receptores de coração que ultrapassaram os seus 80 anos. O principal resultado foi que os pacientes com TC que sobrevivem além da idade supracitada é pouco frequente. As limitações desse trabalho incluem a natureza retrospectiva e o pequeno tamanho da amostra.

Conclusão: Receptores de TC podem sobreviver até os 80 anos e além, mas é raro. Aqueles que chegam a essa faixa etária carregam um grande fardo de comorbidades que requerem um tratamento cuidadoso. Estudos futuros precisarão avaliar os problemas médicos e os resultados nesta coorte única de receptores de transplantes.

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