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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Acesso transradial distal como preferencial para intervenções coronarianas percutâneas: experiência de mundo real com 2.671 pacientes consecutivos do registro DISTRACTION.

Marcos Danillo P. Oliveira, Ednelson Navarro, Glenda A. de Sá, Leonardo Guimaraes, Adriano Caixeta
HOSPITAL REGIONAL DO VALE DO PARAÍBA - Taubaté - SP - Brasil, Escola Paulista de Medicina/UNIFESP - São Paulo - SP - Brasil

Racional: O acesso arterial transradial distal (dTRA) na fossa radial (tabaqueira anatômica), refinamento da técnica convencional/proximal (pTRA), apresenta inúmeras vantagens: maior conforto a pacientes (pcts) e operador (sobretudo para o dTRA esquerdo), menos sangramentos, hemostasia mais rápida e substancial redução no risco de oclusão da artéria radial (AR) proximal. Objetivos: avaliar exequibilidade e segurança do dTRA como via preferencial para cinecoronariografias (CINE) e/ou intervenções coronarianas percutâneas (ICP) rotineiras. Métodos: de FEV/19 a ABR/21, 2.671 (all-comers) pcts consecutivos submetidos a CINE e/ou ICP via dTRA foram incluídos no DISTRACTION, o primeiro registro prospectivo brasileiro a avaliar o dTRA como via padrão para CINE e ICP. Resultados: As tabelas (figura) expõem as características destes 2.671 pcts e dos 3.963 procedimentos executados. A média de idade da amostra foi 63.0±10.8 anos, com maioria de gênero masculino (65.9%) e hipertensão arterial sistêmica (77.8%). Síndromes coronarianas agudas prevaleceram (51.8%), 41% tiveram síndromes coronarianas crônicas e 66 (2.5%) pcts se apresentaram ao cath lab em status de choque cardiogênico. A AR distal foi puncionada com êxito em todos os 2.671 pcts, sempre sem auxílio de USG. Houve apenas 2.4% de “access site crossovers”, sendo, destes, 20% para o dTRA contralateral e 55% para o clássico pTRA. Logrou-se inserção bem-sucedida do sheath via dTRA em 97.6% dos pcts, mormente (79.7%) via dTRA direito, com sheaths 6Fr (99%) e hemostasia com o TR band® (96.8%). Repetição de dTRA ipsilateral (redo dTRA) se deu em 233 (8.7%) pcts; dTRA esquerdo foi usado em 10.9% e dTRA bilateral simultâneo, em 20 (0.7%) pcts. Em 59.6% dos pacientes, procedeu-se a ICP (eletivas, primárias, de resgate ou ad hoc), sendo a artéria descendente anterior o território-alvo mais prevalente (28.2%) e ICP de oclusões totais crônicas em 60 (2.2%) pcts. Não houve qualquer documentação de oclusão de AR (distal e proximal) à alta hospitalar. Caso isolado de pseudoaneurisma pós-dTRA direito foi resolvido com compressão prolongada, guiada por USG Doppler, com o TR band®. Não ocorreram eventos adversos cardíacos ou cerebrovasculares, bem como outras complicações maiores relacionadas à via de acesso. Conclusões: O uso rotineiro, por operadores experientes, do dTRA como padrão para CINE e/ou ICP em pcts de mundo real parece ser exequível e seguro, configurando-se como refinamento da clássica via pTRA, no afã de se dirimirem as complicações vasculares e de se preservar a AR para uso futuro.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021