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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

TENDÊNCIAS EM CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA ISOLADA – ANÁLISE DE 19 ANOS EM CENTRO DE REFERÊNCIA

Adnaldo da Silveira Maia, Vivian Lerner Amato, Pedro S. Farsky, Jorge A. Farran, Silmara Friolani, Carolina Maldi, Magaly Arrais dos Santos, Mario Issa
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL

Introdução: Com a evolução das técnicas operatórias, melhoria da terapêutica medicamentosa assim como da abordagem percutânea, o perfil de pacientes submetidos a cirurgia de revascularização miocárdica isolada (CRM) tem se modificado ao longo dos anos. A avaliação desta mudança pode resultar em compreensão dos atuais resultados de morbidade e mortalidade hospitalar Métodos: Estudo observacional, transversal e retrospectivo. Foram avaliados pacientes (p) submetidos à CRM entre 1999 e 2017 sendo divididos em três grupos temporais, 1999-2005 (3627p), 2006-2011 (3426 p) e 2012-2017 (2773p) a fim de comparar o perfil epidemiológico, evolução clínica e complicações associadas ao procedimento cirúrgico. Resultados: no período analisado, 9826 p foram submetidos CRM; nos três períodos a idade média pouco se modificou, 62,1 vs 62,4 vs 62,8 anos (a), porém observou-se queda significativa no percentual de p jovens, idade < 50 a, 13,8% vs 11% vs 9,5%, e discreta diminuição de p acima de 70 a, 25,1% vs, 24,3% e 24,8% (p<0,001). Observou-se diminuição de pacientes do sexo feminino, 31,6% vs 29,7% vs 27,7% (p=0,03). Em relação às comorbidades, houve aumento na prevalência de hipertensão arterial sistêmica, 79,2% vs 87,1% vs 86,2% (p < 0,001) e diabetes melito, 36,6% vs 43,8% vs 47,9% (p < 0,001). Elevou-se o percentual de não tabagistas, 45% vs 47,3% vs 48,5% (p=0,004). Entre os vasos acometidos, houve diminuição importante no percentual de uniarteriais, 7,3% vs 5,3% e 3,1% e biarteriais, 22,9% vs 21,8% vs 18,1%, com aumento de triarteriais, 49,4% vs 51,4% vs 55,1%, assim como de lesões de tronco de coronária esquerda, 20,2% vs 21,4% vs 23% (p<0,001). Não houve aumento significativo no percentual de p com disfunção ventricular grave, 10,3% vs 10% vs 9,5%.  O uso de enxertos com artéria torácica interna (ATI) esquerda foi crescente,86,8% vs 94,7% vs 96,2%, assim como a utilização de enxertos com ATI direita e esquerda, 4,3% vs 7,9% vs 9%, p<0,001 Entre as complicações pós operatórias observou-se diminuição da necessidade ventilação mecânica prolongada (> 48h), 4,9% vs 5,9% vs 3,8% (p <0,001). A mortalidade hospitalar foi 4,5% vs 5,6% vs 4,8% (p=0,07). Conclusão:  na presente análise foi possível observar aumento na gravidade do perfil dos pacientes submetidos a CRM, com maior número de pacientes hipertensos, diabéticos, triarteriais e com lesão de tronco de coronária. Enxertos com ATIE e dupla artéria torácica foram progressivamente mais utilizados. A taxa de mortalidade não se modificou significantemente no período analisado.

 

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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