SOCESP
10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Síndrome Inflamatória Multissisêmica pós COVID – Relato de Caso

Silvio Marques Póvoa Junior, Raquel Muarrek Garcia, Mariza Silva Ramos Loesch, Diego Henrique Ramos, Fernando Reis Menezes, Gabriel Mandarini Doho, Felipe Fontes Batista de Souza
Hospital São Luiz Itaim - São Paulo - SP - Brasil

Paciente de 26 anos, previamente hígido,  abre quadro de odinofagia, mal-estar, mialgia, e diarreia líquida sem produtos patológicos.  Havia recebido o diagnóstico de Covid há cerca de 40 dias da admissão, com teste para covid negativo há 1 dia da internação.

            Em Tomografia Computadorizada de Abdome foi vista linfadenomegalia  3,2x1,8 em região mesogástrica e de fossa ilíaca direita, com densificacão de gordura mesentérica. Inicialmente  manejado como possível quadro séptico de foco abdominal e iniciada antibióticoterapia,além de internação em leito de Terapia Intensiva

            Em 3 dias evolui com piora do padrão respiratório, refratariedade a medidas de ventilação não invasiva e  Intubacão orotraqueal. Em Ecocardiograma Transtrorácico(EcoTT) , evidenciou-se Fração de Ejeção Ventricular (FEVE) de 30% , às custas de hipocinesia difusa. Evolui com necessidade de  Noradrenalina e Dobutamina,

            Optou-se por realização de Tocilizumab  aventando-se quadro Síndrome Inflamatória Multissistêmica (SIM) Pós  Covid, com evolução de melhora clínica e de parâmetros inflamatórios laboratoriais. Realizado novo EcoTT tendo sido visualizada FEVE de  56% e normalização da hipocinesia difusa anteriormente descrita.

            Paciente evolui com boa resposta clínica após 4 dias, com possibilidade e retirada  gradual e completa de drogas vasoativas  e extubação. 

 

            Em estudos realizados na população adultos jovens, tem se discutido a presença de doença Kawasaki-likesíndrome do choque tóxico, acometimento abdominal agudo, e encefalopatia.

            Ao comparar a Doença de Kawasaki com a SIM pós COVID , os pacientes com a SIM pós COVID tendem a ser mais velhos, demonstram mais sinais inflamatórios e maior acometimento ventricular esquerdo.

            De fato, em estudo prospectivo e retrospectivo  em pacientes com SIM pós Covid, o sintoma mais prevalente foi acometimento gastrointestinal (92%) , seguido por acometimento cardiovascular (80%) .  Houve aumento de BNP e troponina em 73 e 50% dos pacientes acometidos . Visualizou-se que 73% dos pacientes foram tratados com Imunoglobulina intravenosa, 49% receberam corticoterapia e  8% receberam anticorpos monoclonais anti Interleucina 6, 

           

            A SIM pós Covid-19 ocorre cerca de 2-4 semanas após a infecção por covid.A maioria dos pacientes acometidos possuem anticorpos contra o coronavírus . Há uma relativa maior proporção de acometimento entre negros, hispânicos e pacientes oriundos do Sul da Ásia

           

 

           

           

 

Realização e Secretaria Executiva

SOCESP

Organização Científica

SD Eventos

Agência Web

Inteligência Web
SOCESP

41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021