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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Taxa de Sangramento Maior em Pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio Submetidos à Estratégia Fármaco-Invasiva em Centro Terciário de São Paulo

Sa, P.P.M.D., Barros, C.P., Clemente, O.H.C., Teixeira, P.S., Pizzitola, M.P., Galhardo, A., Arero, J.R.B., Moraes, P.I.M., Barbosa, A.H.P., Caixeta, A.
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: O infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) possui alta taxa de mortalidade, contabilizando mais de 1.000.000 óbitos no Brasil dos anos 2000 a 2017. A intervenção coronária percutânea (ICP) primária é o padrão-ouro de tratamento. Contudo, fatores como geografia e sistemas de saúde podem limitar o acesso à ICP. A estratégia fármaco-invasiva (EFI), que envolve administração de fibrinolítico seguida de transferência para ICP em até 24 horas, é terapia rápida e eficaz em cenários onde a ICP primária não é viável. Entretanto, o uso de fármacos potentes em altas doses, eleva-se o risco de complicações hemorrágicas, as quais impactam diretamente o prognóstico no infarto. O objetivo deste estudo é detalhar a taxa de eventos hemorrágicos em pacientes submetidos à EFI no Hospital São Paulo (HSP). Metodologia: Análise de prontuário de pacientes com IAMCSST submetidos a EFI e referenciados para o HSP de 2009 a 2020. Eventos hemorrágicos foram categorizados pela classificação BARC e contabilizados como eventos importantes os tipos 2 a 5. Resultados: Foram contabilizados 2634 casos de IAMCSST submetidos à EFI. Do total, 217 pacientes (8,23%) apresentaram algum episódio hemorrágico. Desses eventos, a maioria (61,7%) foi classificada como BARC tipo 1, sangramento mínimo. Sangramentos expressivos, como BARC tipo 2 atingiram 7,37% dos sangramentos, e as subcategorias do tipo 3 somaram 30,41%. Não houve sangramento dos tipos 4 ou 5. A complicação hemorrágica mais temida, tipo 3C, acidente vascular encefálico hemorrágico (AVEH), afetou 18 pacientes, 0,68% da amostra total. Tais porcentagens são concordantes com a literatura recente, que inclusive, na comparação entre trombólise isolada ou EFI versus a ICP primária, demostra diferença estatística apenas para AVEH, favorável à ICP. Conclusão: Parcela considerável da nossa amostra apresentou evento hemorrágico após a EFI. A maior parte, contudo, não trouxe grande impacto clínico adicional para estes pacientes, já acometidos por uma doença potencialmente fatal. A ICP primária segue como primeira opção, porém devemos sempre considerar os riscos e benefícios potenciais do tratamento mais acessível para cada paciente e situação.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021