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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Fatores de Risco para Sangramento Maior em Pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio Submetidos à Estratégia Fármaco-Invasiva em Centro Terciário de São Paulo

Sa, P.P.M.D., Barros, C.P., Clemente, O.H.C, Teixeira, P.S., Pizzitola, M.P., Marchi, D.C.D., Galhardo, A., Moraes, P.I.M., Caixeta, A., Barbosa, A.H.P.
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: As doenças cardiovasculares seguem entre as principais causas de morte no mundo. No infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST), 40 a 65% dos óbitos ocorrem na primeira hora, sendo essencial o tratamento rápido e eficaz. Quando a intervenção coronária percutânea (ICP), padrão-ouro, não está disponível em tempo hábil, pode-se utilizar a estratégia fármaco-invasiva (EFI), na qual se administra um fibrinolítico e em seguida transfere-se o paciente para ICP em até 24 horas. Todavia, dado o uso de antitrombóticos potentes, antiplaquetários e anticoagulantes em altas doses, a EFI pode elevar o risco de complicações hemorrágicas, já presente na ICP primária. Sangramentos maiores são complicações temidas no infarto, sendo associados a diferentes fatores de risco, como idade avançada, baixo peso corporal e sexo feminino, conforme demonstrado por estudos como ASSENT-2 e GUSTO-I. O objetivo do presente estudo é detalhar o perfil sociodemográfico e comorbidades de pacientes submetidos à EFI no Hospital São Paulo (HSP) que evoluíram com eventos hemorrágicos. Metodologia: Revisão de prontuários de pacientes com IAMCSST submetidos a EFI no HSP entre 2009 e 2020. Eventos hemorrágicos na internação foram categorizados pela classificação BARC, contabilizados como importantes os tipos 2 a 5. Resultados: Foram contabilizados 2634 casos de IAMCSST abordados com EFI. Do total, 8,23% apresentaram eventos hemorrágicos, sendo destes, 61,7% eventos leves, BARC tipo 1. Eventos graves, BARC a partir de 2, acometeram 28,3% da população com eventos. Nestes pacientes a média de idade foi de 62 anos, majoritariamente homens (55%), caucasianos (29%), hipertensos (69%), dislipidêmicos (54%) e tabagistas (54%). Ademais, nota-se elevada frequência de episódio anginoso prévio (32%), diabéticos (26,5%), obesos (21%), e renais crônicos (21%). Conclusão: O perfil de sangramento apresentado foi do idoso branco de sexo masculino, tabagista, hipertenso e dislipidêmico. Outras comorbidades como angina prévia, diabetes, obesidade e doença renal crônica também foram frequentes. Enquanto a hipertensão arterial é concordante com a literatura e o sexo discordante, vários fatores se somaram aos resultados prévios e poderiam ser melhor estudados para aprimorar estratégias de monitoramento e prevenção.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021