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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Infarto agudo do miocárdio desencadeado por dissecção de artérias coronárias em paciente com cardiomiopatia dilatada - Relato de caso

Cassandre, Isabela, Tamura, Viviane, Perez, Leticia, Sampaio, Leon, Pitta, Fábio, Lima, Eduardo, Moreschi, Giovana, Vendrasco, Bruna, Serrano Jr, Carlos
USCS - Univ. Municipal de S. C. do Sul - São Caetano do Sul - SP - Brasil, INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

 

 

INTRODUÇÃO Aumento ponderal/volumétrico do ventrículo esquerdo com disfunção sistólica são marcos da cardiomiopatia dilatada, e uma principal etiologia é doença isquêmica por estenose coronariana aterosclerótica. Dissecção espontânea de artérias coronárias (DEAC) é rara, prevalente em mulher jovem e 50% dos homens a manifesta como síndrome coronariana aguda (SCA). DEAC tem inflamação da camada média da artéria coronária com posterior dissecção, sem etiologias por fatores externos tendo cateterismo cardíaco como padrão ouro diagnóstico. RELATO Masculino, 60 anos, hipertenso, dislipidêmico, fibrilação atrial sem anticoagulação, tabagista 90 maços/ano e miocardiopatia dilatada a esclarecer. Atendido na emergência com dor típica de IAM e eletrocardiograma sem alterações isquêmicas, CKMB evoluiu 8,4ng/mL-17ng/mL, troponina 14,7ng/mL-22ng/mL. Iniciadas medidas para IAM.  Na internação cateterismo com lesão tronco da artéria coronária esquerda (TCE) 40%, falha de enchimento por dissecção/trombo, ventrículo esquerdo hipocinesia difusa. Ecocardiograma fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) de 25%, ventrículo esquerdo com hipertrofia excêntrica e função sistólica diminuída às custas de hipocinesia difusa. Após uma semana, novo cateterismo com regressão da imagem antiga, lesão residual moderada de TCE distal e de descendente anterior proximal. Optou-se por tratamento clínico exclusivo e alta hospitalar. Seguimento clínico de 4 anos foi insuficiência cardíaca classe funcional NYHA IV, FEVE 24%. DISCUSSÃO Paciente com cardiomiopatia dilatada que, devido DEAC, evoluiu com IAM. Fator confusional do diagnóstico de DEAC inclui fatores de risco para doença aterosclerótica, idade avançada e sexo masculino. Cateterismo é  chave para diagnóstico por conta da presença de linha de dissecção (apresentando ou não luz falsa), obstrução com bordas lisas sem aspecto de doença aterosclerótica e diminuição significativa e súbita de calibre. A opção pelo manejo terapêutico poderia incluir tanto conduta cirúrgica como ambulatorial. Avalia-se topografia da lesão, quadro clínico, número de vasos acometidos e estado hemodinâmico e, por conta da redução da lesão em TCE e descendente anterior distal do paciente relatado, optou-se pelo tratamento clínico com dupla antiagregação plaquetária e uso de betabloqueador e estatina.  CONCLUSÃO DEAC é rara. Entretanto, utilizando-se da avaliação de exames de imagem  é possível diagnosticar quadros como o relatado. O tratamento deve ser direcionado e iniciado a depender da extensão e gravidade.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021