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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Mortalidade hospitalar por Infarto Agudo do Miocárdio no Brasil dos últimos dois anos.

Maria Juliana Freire de Carvalho Amorim, Catarina Barretto de Araújo Rosier, Laiane Caitano Costa , Igor Lima Vieira de Castro, Maria Karolina Velame Souza Santos, Natália Abreu Vasconcelos, Vivian Roberta Soares Silva, Ana Beatriz D’ Almeida Silva , Pedro Victor Souza Freitas
EBMSP - SALVADOR - BA - Brasil

Introdução: O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é definido como a necrose miocárdica resultante do aumento da demanda de oxigênio. No geral, as mortes por IAM ocorre nas primeiras horas da doença (até 60% na primeira hora e fora do ambiente hospitalar. Apesar disso, a mortalidade hospitalar por IAM continua elevada e é imperioso o estudo dos fatores preditores desses dados. Esse estudo tem como objetivo descrever o perfil epidemiológico da mortalidade hospitalar por IAM no Brasil. Métodos: É um estudo descritivo, transversal, retrospectivo e quantitativo, realizado a partir de dados obtidos no Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIHSUS) referentes ao período de fevereiro de 2019 a fevereiro de 2021. Foram analisados o número total de óbitos por IAM e a taxa de mortalidade (TM) por cor/raça, região e sexo. Resultados: No total, foram registrados 26.132 óbitos por IAM no período. Na TM por cor/raça, os amarelos apresentaram uma maior taxa (10,18%) em relação aos outros, enquanto a menor taxa foi observada nos indígenas (6,17%), tendo uma TM total de 9,62%. No que diz respeito à TM por sexo, 8,52% foi a taxa apresentada pelo sexo masculino, já o feminino apresentou 11,47% de mortalidade, totalizando uma TM total de 9,62%. Por fim, na TM por região, o Nordeste obteve a maior taxa (11,01%) em relação as demais regiões: Norte com 10,99%, Sudeste com 9,42%, Sul com 9,10% e Centro-Oeste com 7,99%, resultando TM total de 9,62% no país. Conclusão: A mortalidade hospitalar por IAM ainda é uma taxa eminente no Brasil. Dentre as variáveis consideradas para o estudo, constata-se uma maior taxa na população feminina e na amarela, fazendo-se necessárias políticas em saúde focadas para as doenças cardiovasculares nessas populações. De mesmo modo, foi declarada uma maior TM nas regiões Norte e Nordeste, necessitando-se de uma intensificação de ações preventivas a fim de reduzir essa taxa. Palavras-chave: Infarto Agudo do Miocárdio. Mortalidade Hospitalar. Perfil Epidemiológico.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021