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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Perfil epidemiológico dos transtornos de condução e arritmias em caráter de urgência no Brasil: Houve alteração durante a pandemia da COVID-19?

Igor L V Castro, Natália A Vasconcelos, Davi J Lopes, Beatriz S M Muniz, Vivian R S Silva, Maria K V S Santos, Ana B D Silva, Catarina B A Rosier, Rafaella T Barral
EBMSP - SALVADOR - BA - Brasil

Introdução: Relatos internacionais demonstraram queda no número de internações hospitalares por doenças cardiovasculares (DCV), com consequente aumento na mortalidade total, durante a pandemia da COVID-19. Contudo, pesquisas relacionando a pandemia e a assistência às DCV ainda são escassas no Brasil. O presente estudo objetiva analisar o impacto da pandemia na assistência aos transtornos de condução e arritmias (TCA) em caráter de urgência (CUr) no Brasil. Métodos: Estudo epidemiológico descritivo, transversal, retrospectivo e quantitativo baseado em dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIHSUS) referentes a pacientes internados em caráter de urgência por transtornos de condução e arritmias durante o período imediato “pré-pandemia” (abril a dezembro de 2019 – grupo I) e período de “pandemia” (abril a dezembro de 2020 – grupo II). Foi analisado o número total de internações por TCA em CUr nos referidos períodos, além das variáveis gênero, média de permanência de internação, óbitos e taxa de mortalidade em cada grupo analisado. Resultados: Foram registradas 78.852 internações por TCA em CUr nos referidos períodos, sendo 42.945 do grupo I e 35.907 do grupo II, correspondendo respectivamente a 80,9% e 83,9% do total internações por TCA nos mesmos períodos. A faixa etária dos 70 a 79 anos representou 11.134 (25,9%) das internações por TCA em CUr no grupo I e 9.721 (27,1%) no grupo II, sendo a faixa etária mais prevalente em ambos os períodos. O gênero masculino foi o mais prevalente nos períodos, com 22.669 (52,8%) internações por TCA em CUr no grupo I e 19.304 (53,8%) no grupo II. A média de permanência de internação foi de 5,0 dias no grupo I e 4,6 dias no grupo II. Em relação ao número de óbitos, foram registrados 6.301 no grupo I e 6.279 no grupo II, correspondendo respectivamente a uma taxa de mortalidade de 14,7% e 17,49%. Conclusões: Apesar do impacto da pandemia da COVID-19 no país, as alterações do perfil epidemiológico dos TCA em CUr no Brasil foram estatisticamente irrelevantes comparando-se antes e durante a pandemia, ocorrendo poucas mudanças nas variáveis analisadas no estudo.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021