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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

A importância do exame anatômico complementar para diagnóstico de coronariopatia obstrutiva

Iany Milhomem, Elzo Thiago Britto Mattar , Tawine Guimarães Dal Bello, Giovana Tomaelo Bunder Pelissari, Gabriela Taveira Estrela
FACULDADE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – FAMERP - - SP - BRASIL

Introdução: O ultrassom intracoronariano (USIC) é uma modalidade que permite a análise da parede da vasculatura arterial coronariana através da aquisição de imagens tomográficas do interior dos vasos que fornece características quantitativas e qualitativas envolvidas no ateroma, auxiliando no adequado planejamento das intervenções e otimização dos seus resultados. O objetivo desse trabalho é demonstrar a importância dessa nova modalidade para a definição terapêutica eficaz por meio de um relato de caso. Descrição do caso clínico: Paciente 53 anos, sexo masculino, admitido no pronto atendimento com dor retroesternal tipo queimação, sem irradiação, relacionada ao esforço físico, associada a dispnéia, sudorese, náuseas e vômitos. Exames admissionais: ECG com supredesnivelamento do segmento ST difuso e aérea elétrica inativa inferior em DIII e AVF, troponinas de 11 e 27. Paciente foi submetido ao cateterismo de urgência e evoluiu para parada cardiorrespiratória ao iniciar exame, em ritmo de fibrilação ventricular, com retorna a circulação espontânea após 1 ciclo de medidas. Em tal exame, foi visto na artéria descente anterior (ADA) de bom calibre com coronariopatia obstrutiva com comprometimento moderado, ramos marginais finos com comprometimento difuso, ramo diagonal com lesão obstrutiva moderada a importante e artéria coronária direita com lesão obstrutiva discreta. Apesar da existência de coronariopatia, a mesma não justifica a principio tal repercussão clinica e eletrocardiográfica, sendo levantada a possibilidade de processo inflamatório. Durante internação, paciente foi submetido ao ecocardiograma transtóracico com ausência de disfunção ventricular ou alterações anatômicas e a ressonância magnética cardíaca que identificou ausência de áreas de isquemia/necrose, ausência de processo inflamatório e de comprometimento pericárdico. Sem elucidação diagnóstica, foi realizado o USIC que mostrou em ADA coronariopatia obstrutiva importante em porção proximal associado a ponte miocárdica longa com constrição importante e lesão importante em porção distal. Vistos tais alterações, o diagnóstico firmado foi de coronariopatia. Diante de tal comprometimento foi indicado revascularização miocárdica com ponte mamária – artéria descendente anterior. Conclusão: Dessa forma, podemos compreender que o USIC é uma técnica tomográfica que permite o estudo in vivo da parede vascular, dos componentes da placa aterosclerótica e das características quantitativas e qualitativas envolvidas no ateroma, tornando o método mais sensível que a angiografia para este fim

 

 

 

 
 
 
 

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