SOCESP
10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Complicação mecânica de Infarto com Supra de ST

Silva, Thiago R., Pereira, Amanda B, Baracioli, Luciano, Hosni, José, Galas, Filomena, Franci, Andre, Jorge, João, Nascimento, Ana , Anbar, Ramez, JATENE, F. B
HOSPITAL SIRIO LIBANÊS - - - BRASIL

INTRODUÇÃO A rotura do septo interventricular (CIV) pós infarto agudo do miocárdio (IAM) é de difícil tratamento e está associada com pior prognóstico.  

RELATO DE CASO Homem de 65 anos, tabagista, foi ao PS com dor torácica de início há 13 horas; ECG com supra de ST V1 a V6, DI e aVL. Feito AAS 300mg e Ticagrelor 180mg e encaminhado à sala de hemodinâmica sendo realizado trombectomia e angioplastia com stent  de descendente anterior (ocluída), obtendo fluxo TIMI 2; visto 90% em coronária direita e 80% em marginal. Após 2 horas (na UTI), evoluiu com dispnéia e novo sopro holossistólico em borda esternal esquerda 3+/6+. Ecocardiograma (ECO) de emergência evidenciou CIV de 12 mm (medio-apical do septo interventricular) e FEVE=38%. Necessitou intubação, uso de droga vasoativa e passagem de Balão intra-aórtico (BIA), e indicado cirurgia de urgência (ventriculosseptoplastia com patch de pericárdio bovino e cola biológica e revascularização). ECO intra-operatório demonstrou deiscência local e presença grande fluxo; optado por reentrada em CEC e reforço da ventriculosseptoplastia. ECO final com shunt E-D residual. Na UTI, devido piora do shunt E-D foi optado em manutenção do BIA e nova cirurgia em 15 dias (nova ventriculosseptoplastia com fechamento da CIV). Alta hospitalar no 30º pos-IAM. Após 8 meses encontra-se em ICC CFII, e com ECOTT com CIV residual de 4mm. 

DISCUSSÃO A incidência da CIV caiu de 1 a 3% (era pré-reperfusão coronária) para 0,2 a 0,3% com a recanalização. Mais frequente 3 a 5 dias pós-IAM sem terapia de reperfusão, e nas primeiras 24 (com uso de fibrinolítico). A suspeita clínica deve ser feita quando do surgimento de sopro sistólico (de alta frequência e na borda esternal esquerdo baixo), geralmente associado a abrupto declínio do estado clínico (ICC e choque cardiogênico). A confirmação é feita com ECO, e a passagem de Swan-Ganz pode orientar a terapia e comprovação do salto oximétrico. Cirurgia é necessário mesmo em pacientes estáveis e com FEVE preservada, pela possibilidade de colapso hemodinâmico súbito. Por essa razão, o tratamento atual está baseado no controle clínico inicial com inotrópicos, vasodilatadores e utilização de BIA para os casos instáveis, e realização de cirurgia o mais precocemente possível. A cirurgia precoce tem taxa de mortalidade hospitalar de 20–40% e 50% em 2 meses; mantido clinicamente 90% morrem em 2 meses. Em até 20% dos casos, pode ocorrer CIV residual. CONCLUSÃO CIV pós-IAM confere pior prognóstico e necessita de rápido diagnóstico e início imediato de controle clínico, seguido de programação cirúrgica.  

 

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021