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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Avaliação do risco de tromboembolismo venoso após revascularização do miocárdio em pacientes internados em Hospital terciário especializado em Cardiopneumologia

Regina Queiroz Machtura, Mariana Cappelletti Galante, Sonia Lucena Cipriano, Luiz Aparecido Bortolotto
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: O Tromboembolismo Venoso (TEV) é considerado um grave problema de saúde  pública, sendo a terceira causa de morte de origem cardiovascular. Pacientes submetidos à  cirurgia cardíaca de grande porte, como a revascularização do miocárdio, apresentam um  risco aumentado de desenvolver TEV. Porém, sabemos que o TEV é uma condição evitável  na maioria dos casos, sendo recomendada a avaliação do risco dos pacientes, visando melhor  a prevenção. Métodos: Trata-se de um estudo observacional, longitudinal, retrospectivo realizado com a  avaliação do risco de desenvolvimento de TEV por meio do Escore de Caprini. O estudo foi  desenvolvido em um Hospital terciário especializado em Cardiopneumologia, no período de Outubro a Dezembro de 2019, sendo incluídos pacientes que estiveram internados na Unidade Clínica  de Coronariopatias Crônicas após procedimento de revascularização. Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade de São  Paulo/USP, com número do Certificado de Apresentação de Apreciação Ética nº  39061020.8.0000.0068. Resultados: Foram submetidos 115 pacientes à aplicação do Escore de Caprini. Os pacientes foram classificados como: moderado risco 57  (49,6%) e 58 (50,4%) como alto risco, não houve no estudo pacientes classificados como  muito baixo e baixo risco. Isso se justifica devido aos pacientes terem sido submetidos a um  procedimento cirúrgico de grande porte, com idade superior a 40 anos e com maior presença de fatores de risco, levando a um escore basal já com pontuação de moderado risco. Da amostra, três (2,61%) evoluíram para TEV. Entre eles, dois destes pacientes foram classificados como alto risco e, um, como moderado risco, pontuando 17, sete e três pontos  pelo Escore de Caprini, respectivamente. Estes pacientes estavam em uso de profilaxia química, porém, dois deles não tinham a dosagem ajustada conforme recomendações da literatura. Em relação à deambulação, apenas um dos pacientes não estava realizando, sendo este o paciente com  maior pontuação. Conclusão: A aplicação do Escore de Caprini definiu o risco de desenvolvimento de TEV para cada paciente, e, apesar de não haver diferença estatística nos desfechos dos pacientes de acordo com este resultado, o uso de medidas  profiláticas devem ser estimuladas, assim como, a adoção da prática de deambulação e exercícios físicos ativos. 

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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