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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Influência da Insônia na Distribuição das Arritmias Cardíacas

Vanessa Serra Carmo, Dalva Poyares, Laura Castro, Monica L. Andersen, Sérgio Tufik, Fátima Dumas Cintra
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Agradecimentos: CNPq e AFIP

Introdução: O sono é relevante à saúde cardiovascular, assim como doenças do sono podem alterar os desfechos cardiovasculares. O impacto da insônia na arritmogêse cardíaca ainda não está estabelecido. Os objetivos dessa pesquisa são: (1) Avaliar a distribuição das arritmias cardíacas e a correlacionar com a presença de insônia na população do estudo EPISONO de 2007 e (2) Correlacionar o tônus autonômico com queixas relacionadas ao sono.

Método: O projeto Epidemiológico do Sono da cidade de São Paulo (EPISONO, 2007) foi realizao com voluntários obtidos a partir de uma amostragem probabilística da população adulta da cidade, visando estudar características do sono, por meio de avaliação clínica, polissonografia e monitorização eletrocardiográfica (Holter).

Análise: Os grupos foram distribuídos entre os que apresentavam boa qualidade de sono, os que apresentavam sintomas subjetivos de insônia e os que, além disso, se enquadraram nos critérios de classificação de insônia do DSM-V. As análises dos dados foram realizadas por meio dos testes ANOVA (significância estatística quando p<0,05), Qui-quadrado de Pearson e o teste de Bonferroni, se aplicável.

Resultados: Foram analisados 762 pacientes, com idade média de 42,25 ± 14,42 anos. Destes, 292 foram classificados, respectivamente, como tendo sono saudável, 360 apresentavam sintomas subjetivos de insônia e 115 fechavam critérios diagnósticos de insônia (DSM-V). A pressão sistólica foi maior nos grupos que apresentaram insônia (120,94±24,91 mmHg, 128,42±29,90 mmHg e 124,23±21,37, respectivamente, p<0,0001), assim como a pressão diastólica (77,40±13,8 mmHg, 80,64±17,9 mmHg, 79,67±10,6 mmHg, respectivamente, p<0,01). A frequência cardíaca (FC) mínima e FC média também foram maiores nos grupos com insônia (51,22±6,6 bpm, 52,44±7,49 bpm e 53,05±7,12 bpm para FC mínima e 66,06±8,02 bpm, 67,63±9,66 bpm e 68,11±9,87 bpm, com p<0,04 para FC média). A ocorrência de arritmias foi semenlhante entre os grupos. As medidas de variabilidade da FC demonstraram menor ação do sistema parassimpático nos indivíduos com insônia, conforme demonstrado pelo índice que avalia complexos RR, denominado pNN<50 (20,3±17,83; 15,64±16,89 e 17,33±18,72, respectivamente, com p<0,003)

Conclusões: Indivíduos com insônia apresentam valores maiores de pressão sistólica e diastólica, maiores FC média e mínima e menor tônus parassimpático na amostra estudada.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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