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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

EFEITOS DE UM PROGRAMA DE REABILITAÇÃO POR TELEMEDICINA DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19

Bianca Sprovieri Moraes, Gabriela Zanussi Barreto Alves, Thais Pellegrino Miranda, Gabriela Macoppi Carreiro, Caio Roberto Aparecido De Paschoal Castro, Raquel Yuri Mori, Patricia Canteruccio Pontes Vianna, Pedro Gabriel Melo Barros e Silva, Luana Talita Diniz Ferreira, Eneas Antonio Rocco
Hospital Samaritano Paulista - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: A pandemia de Covid-19 restringiu as pessoas ao confinamento domiciliar para manter o distanciamento social, impondo a pacientes com doenças crônicas a interrupção do acesso aos cuidados de saúde. Recursos de telemedicina passaram a ser utilizados pelas instituições e a tele reabilitação passou a ser considerada uma forma alternativa de prover reabilitação para pacientes com segurança, boa adesão e sem contato físico. O objetivo deste trabalho foi descrever e avaliar os efeitos do treino via telerreabilitação na fase 2 na reabilitação cardiopulmonar (RCP). Métodos: Para início do programa de telerreabilitação foram selecionados os pacientes remanescentes do programa presencial suspenso em março de 2020 e captados novos participantes antes da alta hospitalar. Os pacientes provenientes da internação foram submetidos a sessões presenciais de familiarização ainda durante a internação. Foram realizadas avaliação médica de ingresso e avaliação funcional composta pelo Teste de Marcha Estacionária de 2 minutos (TM2´), Teste da Cadeira de 30 segundos (TC30´´) antes e depois do programa. Os pacientes que apresentaram potenciais riscos de realização do exercício à distância, bem como aqueles com dificuldade no manejo de recursos tecnológicos não foram incluídos. O programa consistia em 12 sessões de treinamento utilizando os recursos da telemedicina, com duração de 40 minutos, 2 vezes por semana.  O paciente era orientado a aferir os próprios sinais vitais no início e término da sessão e interagia com o terapeuta relatando sua percepção de esforço e eventuais sintomas. Os recursos físicos utilizados nas sessões variaram conforme a disponibilidade de cada paciente, seguindo também orientação de materiais adaptados para ambiente domiciliar.Resultados: Foram incluídos 20 pacientes, 14 homens, com idade média de 61 anos. Os resultados foram calculados por média dos dados coletados antes e após a intervenção. Houve melhor desempenho no TM2´ de 78 para 93 passadas, do TC 30´´ de 13 para 15 repetições. A adesão ao programa foi de 94% e não foram observadas intercorrências durante as sessões realizadas. Conclusão: O programa de tele reabilitação mostrou-se uma alternativa eficiente e segura na melhora da capacidade funcional dos pacientes, possibilitando melhor aprendizagem de auto monitoramento e inserção da prática regular de exercícios na vida diária, atestada pela elevada adesão ao programa. A adesão foi expressivamente superior a usualmente observada nos programas presenciais.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021