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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

AVALIAÇÃO DO IMPACTO DE UM PROGRAMA DE REABILITAÇÃO CARDIOPULMONAR SUPERVISIONADA NA PRÁTICA REGULAR DE EXERCÍCIOS A LONGO PRAZO

Raquel Yuri Mori, Luana Talita Diniz Ferreira, Patricia Canteruccio Pontes Vianna, Thais Pellegrino Miranda, Bianca Sprovieri Moraes, Gabriela Macoppi Carreiro, Renata Leao Silva Pinheiro, Amanda Barbuio Teixeira, Pedro Gabriel Melo Barros e Silva, Eneas Antonio Rocco
Hospital Samaritano Paulista - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: A importância de um programa de Reabilitação Cardiopulmonar (RCP) e os efeitos benéficos do exercício após um programa de treinamento estão bem estabelecidos na literatura. Para que os benefícios sejam sustentados, o treinamento físico deve ser mantido após a conclusão das sessões supervisionadas. O objetivo deste trabalho foi verificar a manutenção da prática de realização de exercícios após alta do programa e a incidência de internações e idas ao pronto socorro no período avaliado. Métodos: Foram realizadas novecentas ligações no período de cinco meses para pacientes cadastrados no banco de dados do centro de reabilitação e que haviam participado do programa presencial entre 2012 e 2017. Ao final do programa os participantes receberam orientações quanto à manutenção da prática de exercício físico. Foram estabelecidos os seguintes prazos após o término do programa presencial para o contato telefônico: 6 meses, 1 ano, 2 anos, 3 anos e 6 anos. Os pacientes foram questionados quanto à: prática regular de exercício, volume semanal em minutos e quanto a novos episódios clínicos após o período da RCP supervisionada. Após a analise dos dados, os participantes foram divididos em 2 grupos com relação à prática de exercício físico regular: Grupo Ativo (GA) e Grupo Sedentário (GS) conforme o volume semanal maior ou menor que cento e cinquenta minutos semanais. Com relação à ocorrência de eventos foram divididos em 4 grupos: Sem Intercorrências (SI), Intercorrências Cardiovasculares (IC), Intercorrências Não Cardiovasculares (INC) e óbitos (OB). Resultados:  A amostra consistiu de 571 participantes. Desses, 270 (47,3%) foram classificados como GS e 301 (52,7%) como GA. Foi observada tendência de crescimento ao sedentarismo com o passar do tempo após a saída da RCP. Entre os 270 pacientes do GS as intercorrências se distribuíram da seguinte forma:  47% SI, 19% IC, 31%  INC e 3% OB; e nos 301 inidviduos do GA 82% SI, 8% IC, 10% INC e 0% OB. Conclusão: Os níveis de adesão ao estilo de vida ativo após um programa estruturado de reabilitação foram de 52,7%, com decréscimo progressivo entre o sexto mês e o sexto ano após a conclusão do período supervisionado. As ocorrências cardiovasculares e não cardiovasculares se manifestaram predominantemente no grupo que não se manteve ativo após o programa de reabilitação supervisionada.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021