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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

REABILITAÇÃO SUPERVISIONADA À DISTÂNCIA (SUPER D): A IMPORTÂNCIA DA CONTINUIDADE DO CUIDADO

Raquel Yuri Mori, Eneas Antonio Rocco, Patricia Canteruccio Pontes Vianna, Amanda Barbuio Teixeira, Bianca Sprovieri Moraes, Thais Pellegrino Miranda, Gabriela Macoppi Carreiro, Renata Leao Silva Pinheiro, Pedro Gabriel Melo Barros e Silva, Luana Talita Diniz Ferreira
Hospital Samaritano Paulista - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: Os programas de reabilitação cardiopulmonar (RCP) costumam ser restritos aos centros de reabilitação de forma presencial. Após o desligamento do programa não há relatos de acompanhamento dos participantes a longo prazo. O objetivo deste estudo foi propor uma estratégia de continuidade do cuidado após a fase 2 com uso da telerreabilitação (TR). Métodos: Foram incluídos na fase 3 de RCP, intitulado como Programa Supervisionado a Distância (SUPER D), pacientes que após a fase 2 de RCP apresentavam condições satisfatórias de equilíbrio e coordenação, capacidade de automonitoramento, conhecimento das condições de saúde e identificação dos sinais de alerta. Os treinos foram realizados 1 vez por semana via TR, com duração de 60 minutos, por aproximadamente 2 meses. Os participantes foram incentivados a repetir o treino pelo menos mais uma vez na semana. As sessões foram compostas por exercícios aeróbios, resistidos e de flexibilidade. Recursos disponíveis no domicílio foram utilizados conforme orientação. Os pacientes realizaram Teste da Cadeira (TC) e Teste da Marcha Estacionária (TME) e responderam ao Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) ao início e final da fase 3. A transição para a fase 4, na qual o paciente será acompanhado ao longo de 2 anos através do monitoramento telefônico, ocorre após discussão com equipe multidisciplinar. Nessa fase o paciente dispõe de vídeos contendo prescrição de exercícios e de um canal de contato com a equipe da reabilitação via telemedicina. Resultados: Foram incluídos 31 pacientes, 71% com diagnóstico de Doença Arterial Coronariana, 10% Insuficiência Cardíaca, 9% Doenças Valvares e 10% Covid-19. Os resultados obtidos pela média dos dados coletados antes e após a intervenção foram de 15,1 e 20,6 repetições no TC, 91,4 e 107,6 no TME respectivamente. Baseado no preenchimento do IPAQ os participantes realizavam previamente 2,1 dias de treino com média de duração de 21,9 minutos (min). Após submetidos à intervenção realizavam em média 2,7 dias de treino com duração de 33 min por dia. Em relação ao tempo de permanência sentado a medida antes e após a intervenção foi de 302,9 e 298,6 min. A adesão ao programa foi de 96%. Conclusão: As fases 3 e 4 de RCP são amplamente citadas na literatura, porém pouco sabemos sobre sua aplicação na prática. Esta iniciativa mostrou ser uma opção para continuidade de cuidado visando manutenção dos ganhos a longo prazo uma vez que os participantes são acompanhados na fase de desmame do programa. Não foram relatados eventos adversos durante a realização das atividades.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021