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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

EFEITOS DA REABILITAÇÃO CARDIOPULMONAR NOS INDICADORES AERÓBIOS EM PACIENTES COM MIOCÁRDIOPATIA NÃO COMPACTADA

Eneas Antonio Rocco, Thais Pellegrino Miranda, Bianca Sprovieri Moraes, Gabriela Macoppi Carreiro, Renata Leao Silva Pinheiro, Raquel Yuri Mori, Amanda Barbuio Teixeira, Patricia Canteruccio Pontes Vianna, Pedro Gabriel Melo Barros e Silva, Luana Talita Diniz Ferreira
Hospital Samaritano Paulista - São Paulo - SP - Brasil

IntroduçãoA Miocardiopatia Não-Compactada (MNC) é uma doença rara, de etiologia genética autossômica dominante que se desenvolve no período embrionário. É caracterizada pela presença de trabeculações miocárdicas proeminentes e espessamento do miocárdio em duas camadas. Os portadores de MNC podem ser assintomáticos, ou manifestar sintomas de insuficiência cardíaca, arritmias ventriculares ou atriais, tromboembolismo, e até mesmo morte súbita. O risco de consequências adversas pode estar relacionado ao grau de disfunção sistólica do ventrículo esquerdo ou a presença de taquicardias ventriculares. O tratamento é voltado para a disfunção ventricular, arritmias malignas e fenômenos tromboembólicos. Em relação à atividade física, deve se seguir as mesmas recomendações da reabilitação para pacientes com Insuficiência Cardíaca (IC).  A literatura atual demonstra que o treinamento físico regular, para pacientes de IC, mostra-se seguro, aumenta a tolerância ao esforço, qualidade de vida e reduz hospitalizações. Métodos: Realizamos o estudo observacional retrospectivo de uma série de casos de MNC conduzido no centro de reabilitação do Hospital Samaritano Paulista com objetivo de relatar desfechos funcionais nos pacientes submetidos a Reabilitação Cardiopulmonar (RCP). Resultados: Foram avaliados 7 pacientes sendo 2 do sexo masculino, com média de idade de 41,71 anos, fração de ejeção média de 40%. Os valores de medidas de gases do teste cardiopulmonar antes e depois da intervenção foram os seguintes:  VO2 de 21,07 e 21,22; VO2 no limiar anaeróbio de 13,65 e 14,83 s e slope VE/VCO2 de 38,27 e 35,59. Entre os sete participantes apenas 2 atingiram o esforço máximo no teste cardiopulmonar de ingresso e alta e o número médio de sessões foi de 45,29 com adesão média de 63%. Conclusão: A presente série de casos mostrou que em pacientes portadores de MNC a RCP mostrou-se efetiva em melhorar os indicadores submáximos de capacidade funcional conforme verificado através do VO2 no limiar anaeróbio e no slope VE/VCO2. Assim como ocorre na reabilitação cardiopulmonar com pacientes portadores de IC. 

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