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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

DIABETES MELLITUS COMO FATOR DE RISCO PARA DESFECHOS CARDIOVASCULARES NA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA DA REGIÃO CENTRAL DE SÃO PAULO.

Carlos Henrique Oliveira da Silva, Juliana Bittencurt Rodrigues, Claudia Cristina Soares Muniz, Everaldo Muniz de Oliveira
Universidade Nove de Julho - São Paulo - São Paulo - Brasil

INTRODUÇÃO: O diabetes mellitus (DM) é uma das doenças crônicas mais prevalentes no século XXI, constituindo um dos fatores de risco (FR) para doenças cardiovasculares (DCV). Caracteriza-se pela incapacidade de produção e/ou ação da insulina e consequente hiperglicemia persistente, o que determina complicações microvasculares – retinopatia e neuropatia – e macrovasculares – incluindo infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico. Quando se trata da população em situação de rua, os riscos para desfechos cardiovasculares associados ao DM são maiores, principalmente em virtude da situação de vulnerabilidade social, comportamento propenso a risco e aspectos ambientais. Diante disso, objetivamos descrever a relação entre DM e os riscos para desfechos cardiovasculares neste público. 

METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa de campo de caráter exploratório, transversal e quantitativo, realizada na Região Central de São Paulo entre novembro de 2019 a março de 2020. Foi aplicado um questionário previamente estruturado e aprovado pelo Comitê de Ética institucional sob protocolo: 036417, CAAE: 21519413.4.0000.5511. Foram 173 voluntários selecionados por conveniência, com idade entre 18 a 60 anos; foi caracterizado o perfil sociodemográfico, presença de FR para DCV associado à mensuração da PA e frequência cardíaca (FC). 

RESULTADOS E DISCUSSÃO: Ao questionar os entrevistados quais FR para DCV conheciam, 76% não souberam informar e apenas 5% responderam que DM é um desses fatores. A média da PA foi 143x95 mmHg e FC de 90bpm. 56% deles não praticam atividade física, aumentando as chances de sobrepeso e obesidade, o que predispõem maiores chances do surgimento do diabetes, especialmente do tipo II. 37% vivem na rua há mais de cinco anos, o que configura uma maior exposição aos FR para DM, aumentando os riscos para desfechos cardiovasculares, pois a hiperglicemia provoca aumento da osmolaridade plasmática, disfunção endotelial, agregação plaquetária e aceleração do processo de calcificação vascular. 

CONCLUSÃO: Foi observado no estudo que há uma grande exposição da população estudada a diversos fatores desencadeantes de DM, logo, faz com que eles estejam mais suscetíveis ao desenvolvimento de DCV. Além disso, foi evidenciado que há um desconhecimento por parte dos entrevistados a respeito dos FR para DCV e isso pode favorecer à elevação dos riscos de desenvolvimento dessas doenças. Foram realizadas intervenções como a distribuição de kits de higiene pessoal, entrega de folhetos educativos estimulando o autocuidado com medidas de prevenção e promoção a saúde.

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10 à 12 de junho de 2021