SOCESP
10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Coorte de pacientes com IC FER no nordeste do Brasil

Pedro F. Soares, Maria T. C. F. Fernandes, Luanna M. Damasceno, José V. D. S. Santos, Arthur C. Tolentino, Mauricio L. Mota, Narjara D. O. C. Dourado, Rodrigo M. V. D. Melo, Tainá T. Viana, Luiz C. S. Passos
Hospital Ana Nery - Salvador - BA - Brasil

Introdução: A Insuficiência Cardíaca (IC) possui alta morbi-mortalidade associada a descompensação. Estudos buscam relacionar fatores clínicos e necessidade de hospitalização. Entretanto, esses dados são escassos para países em desenvolvimento, cujas particularidades etiológicas e sociais afetam diretamente os desfechos. Propósito: Avaliar os fatores preditores de internamento para pacientes portadores de Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo (FEVE) reduzida em centro de referência SUS. Métodos: Realizou-se uma coorte retrospectiva em ambulatório de IC no período entre setembro de 2020 e fevereiro de 2021. Foram incluídos pacientes com diagnóstico prévio de Insuficiência Cardíaca com FEVE reduzida, sendo excluídos FEVE preservada e transplantados. A variável de desfecho foi internamento em 1 ano. Para a análise multivariada, foram construídos modelos de regressão logística binária. Significância estatística foi considerada para um p <0,05, com Intervalo de Confiança de 95%. Resultados: Do total de 402 pacientes com idade média de 58,02 e diagnóstico de IC, 288 (71,6%) possuíam FEVE < 50% (média 32,10) e 70 (24,4%) tiveram internação hospitalar em 1 ano. As principais etiologias foram isquemia (22,0%) e Chagas (18,8%). Na análise bivariada, associou-se à maior frequência de internação a hipertensão arterial (OR = 1,86, IC 1,20 – 3,39), tabagismo (OR 2,31, IC 1,27-4,21), diabetes (OR = 2,10, IC 1,18 – 3,73), infarto agudo do miocárdio (IAM) prévio (OR = 3,77, IC 2,04- 6,96), acidente vascular cerebral prévio (OR = 2,33, IC 1,12 – 4,88), menor peso médio, menor nível sérico médio de colesterol total, LDL e HDL (todos p<0,05). Foram fatores protetores o uso de sacubitril-valsartana (OR = 0,31, IC 0,09 – 1,05), digoxina (OR 0,32, IC 0,10 – 0,93) e dose máxima de betabloqueadores (OR 0,32, IC 0,10 – 0,93). Na análise multivariada, permaneceram como fatores independentemente associados à internação hospitalar em 1 ano, IAM prévio (aOR 3,00, IC 1,55-5,82), tabagismo (aOR 1,94, IC 1,01-3,71) e como fator protetor, betabloqueadores em dose máxima (aOR 0,37, IC 0,19-0,74). Conclusão: O presente estudo reforça a importância do controle e prevenção de comorbidades, além da otimização medicamentosa em uma população usuária do SUS. Neste sentido destaca-se a sacubitril-valsartana como fator protetor para hospitalização, sendo ainda necessários mais estudos acerca do seu papel e oferta pelo SUS.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021