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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

USO DA ENDOPRÓTESE ZENITH T-BRANCH® PARA TRATAMENTO DE ENDOLEAK TIPO 1A DE UM ANEURISMA SINTOMÁTICO PARARRENAL DA AORTA ABDOMINAL

Guilherme Diniz Prudente, Paulo C. G. Câmara, Ana Lígia V. de Oliveira, Frederico L. de Oliveira, Fábio H. R. Souza, Pedro H. M. Nunes, Marcelo Ferreira, Giulliano Gardenghi, Maurício L. Prudente
HOSPITAL ENCORE - Aparecida de Goiânia - GO - Brasil, PUC-GO - Goiânia - GO - Brasil

Introdução: O aneurisma de aorta torocoabdominal é um grande desafio para tratamento cirúrgico, sendo assim o implante de endoprótese possibilita tratamento adequado com menor morbimortalidade. Uma complicação posterior é o vazamento interno associado ao reparo de aneurisma endovascular (endoleak). Destaca-se que o endoleak tipo I pode se romper em 0,5-3,4 % dos pacientes, chegando a ser fatal em até 38% dos casos. A terapia endovascular é uma boa escolha para essas complicações agudas já que a explantação cirúrgica de enxertos está associada a maior mortalidade e morbidade. Objetivo: Relatar a técnica de transposição da zona de ancoragem infrarrenal para supracelíaca com uso do dispositivo Zenith T-Branch Cook® para o tratamento de urgência de endoleak em endoprótese bifurcada. Relato de caso: Paciente do sexo masculino, 80 anos, ex-tabagista, hipertenso, doença pulmonar obstrutiva crônica, acidente vascular encefálico isquêmico e aneurisma de aorta abdominal infra-renal (corrigida por endoprótese Zenith Cook® bifurcada) há 5 anos. Admitido com dor abdominal intermitente de forte intensidade em fossa ilíaca direita, hemodinamicamente estável e sem anemia. Angiotomografia evidenciou prótese bifurcada infrarrenal; grande saco aneurismático de 8,5cm; endoleak tipo 1-A envolvendo as artérias renais, com expansão proximal do aneurisma, sem sinais de ruptura. Em decorrência do risco iminente de ruptura e diante da ausência de colo infrarrenal saudável (“landing zone”) foi implantado, de urgência, endoprótese ramificada “de prateleira”, não customizada Zenith T-Branch Cook®, em “overlap” com a parte proximal da antiga transferindo a zona de ancoragem infrarrenal para supracelíaca, preservando os ramos viscerais. Estes foram revascularizados com stents revestidos Solaris® e alinhados com stents Zilver Cook®. A endoprótese antiga foi realinhada com o implante de uma nova endoprótese Zenith Unibody no segmento médio-distal em direção às artérias ilíacas. O paciente evoluiu bem, com remissão completa dos sintomas prévios  e sem alterações funcionais de perfusão da medula espinhal tendo tido alta hospitalar no 7º dia de pós operatório. Conclusão: A endoprótese ramificada “de prateleira”, não customizada, Zenith T-Branch Cook® pode ser eficaz no tratamento de endoleaks próximais graves envolvendo ramos viscerais, especialmente em situações de urgência, otimizando o tempo e minimizando custos de customização.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021