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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO EM PACIENTE COM CORONÁRIA ÚNICA ORIGINADA NO SEIO DE VALSALVA DIREITO

Guilherme Diniz Prudente, Frederico Lopes de Oliveira, Ana Lígia Valeriano de Oliveira, Adriano Gonçalves Araujo, Fernando Henrique Fernandes, Flávio Passos Barbosa, Giulliano Gardenghi, Maurício Lopes Prudente
HOSPITAL ENCORE - Aparecida de Goiânia - GO - Brasil, PUC-GO - Goiânia - GO - Brasil

Introdução: A prevalência de anomalias coronárias é de apenas 1,3% (0,2% a 5,6%) em estudos de necropsia ou cineangiocoronariografia. Coronária única é ainda mais rara, representando 2 a 4% das anomalias coronarianas, sendo observadas em 0,0024% a 0,066% das cineangiocoronariografias. Seus preditores de desfechos negativos são tanto a origem, como trajeto proximal dessas artérias e essa condição pode estar associada a valvopatias e cardiopatias congênitas. Maioria dos casos não apresentam repercussão clínica ou hemodinâmica até a ocorrência de um evento fatal como o infarto agudo do miocárdio (IAM).Objetivo: Relatar o caso raro de um paciente com coronária única que evoluiu com infarto agudo do miocárdio, tratado com angioplastia precoce, tromboaspoaspiração e implante de dois stents. Relato de Caso: Paciente do sexo masculino, 66 anos, tabagista, etilista, hipertenso, foi admitido no pronto socorro com dispneia súbita e dor precordial típica de início há 2 dias, porém sem dor no momento, em Killip I. Marcadores de necrose positivos. ECG caracterizando IAM inferior. Dessa forma, foi medicado com protocolo de dor torácica. Cateterismo demonstrou: coronária única originando-se do seio direito de Valsalva (tipo RIII), emitindo tronco único, calibroso e curto que se subdivide em coronária direita dominante (com placa ulcerada sub oclusiva por trombo no segmento distal e obstrução de 30% no terço médio) e em ramo descendente posterior com obstrução de 80%; coronárias descendente anterior e circunflexa originando-se separadamente, sendo a primeira com trajeto anterior à aorta e a segunda anterior ao tronco pulmonar, ambas sem lesões obstrutivas; ventrículo esquerdo com hipocinesia infero apical discreta. Seguido então com recanalização mecânica, tromboaspiração e angioplastia ad hoc do ramo DP e segmento distal de CD com o implante de dois stents farmacológicos e restauração de fluxo TIMI-III. Após os procedimentos, o paciente foi encaminhado à UTI, evoluiu hemodinamicamente estável e recebeu alta hospitalar no terceiro dia de pós operatório. Conclusão: Embora raras, coronárias únicas, mesmo com trajeto benigno, podem ser causa de IAM e, por isso, necessitam de diagnóstico rápido e intervenção tempestiva. Em quadros de dispneia e dor torácica deve-se realizar ECG em até 10 minutos da admissão, o que pode ser decisivo na condução do IAM.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021